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Dólar abre em alta a R$ 5,51 com eleições nos EUA e juros no radar

Dólar abre em alta e vai a R$ 5,51, com eleições nos EUA e juros no radar

O dólar americano registrou forte valorização logo na abertura da sessão desta terça-feira (3), apresentando um avanço de 1,21% perto das 9h e sendo cotado a R$ 5,5126. A moeda estrangeira já vinha de uma sequência de ganhos expressivos, tendo fechado cotada a R$ 5,44 na última sexta-feira (30), o que representou um acúmulo superior a 9% na semana anterior.

Fatores externos e cenário político americano

O principal destaque do dia fica por conta das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms, que vão renovar quase todo o Congresso americano. A votação é crucial para o presidente Donald Trump, já que o resultado pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação. Além disso, novos dados do mercado de trabalho americano entram no radar dos investidores para indicar os próximos passos do Federal Reserve na definição das taxas de juros.

Expectativa para a taxa Selic no Brasil

Por aqui, o mercado financeiro aguarda a decisão do Banco Central sobre a nova taxa básica de juros, que deve ser anunciada em breve. Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa geral é de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a taxa Selic inalterada em 13,75% ao ano. As negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, começam tradicionalmente às 10h.

Desempenho recente dos indicadores

No acumulado da semana anterior, o Ibovespa caiu pelo quinto dia consecutivo e registrou uma desvalorização de 18,12%, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O recuo igualou, com duas casas decimais, a queda observada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001. A baixa de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre a política econômica.

Enquanto isso, as bolsas internacionais operaram em clima de cautela, com perdas expressivas na Ásia, refletindo tanto o cenário político americano quanto a avaliação de investidores sobre estímulos econômicos na China.

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