Um vídeo gravado pelo youtuber Helder Maldonado, integrante do canal Galãs Feios e apoiador do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, gerou forte repercussão nas redes sociais ao incentivar a queima de bandeiras de Israel localizadas em templos evangélicos brasileiros.
Repercussão no Congresso Nacional
Diante da repercussão das imagens, parlamentares reagiram rapidamente. Na última sexta-feira, 30, a Frente Parlamentar Brasil-Israel do Congresso Nacional, em conjunto com as frentes evangélicas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, publicou um comunicado oficial repudiando veementemente a manifestação.
“É inadmissível que líderes religiosos e comunidades de fé sejam alvo de manifestações de intolerância e incitação à violência em razão de suas convicções ou dos símbolos que adotam”, afirmaram os congressistas na nota conjunta.
O documento lembra que a legislação brasileira protege o exercício da fé e reforça a necessidade de segurança para as instituições religiosas. “A Constituição Federal assegura a liberdade de crença, o livre exercício dos cultos e a proteção aos locais de culto e suas liturgias, garantias que devem ser respeitadas”, acrescentaram os parlamentares.
Cobrança por investigações
A nota oficial foi assinada por lideranças expressivas do parlamento, incluindo a deputada Carla Dickson (PL-RN), o senador Carlos Viana (PL-MG) e a deputada Greyce Elias (PL-MG), que exigiram investigação oficial do caso pelos órgãos competentes.
Na gravação que motivou a indignação dos parlamentares, Maldonado celebrou o resultado das urnas na disputa presidencial e mencionou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). “Não é só o Flávio, não, que a gente venceu”, afirmou o youtuber. “A gente venceu uma ideia de país, cara, uma ideia de sociedade que precisa ser frontalmente combatida.”
Em seguida, o influenciador direcionou suas críticas aos segmentos evangélicos e questionou a exibição de símbolos estrangeiros em locais de culto, fazendo ameaças diretas. “Tem bandeirinha de Israel na tua [sic] igreja? Tem? Tá preso, caralho”, declarou Maldonado, ao intitular de “traidor da pátria” quem expõe o emblema. “Bandeirinha de Israel. Só tem duas formas aqui nesse país, a partir de agora. Ou você tira ou a gente bota fogo, porra.”
Críticas às potências estrangeiras
Dias antes da manifestação formal das bancadas no Congresso, o criador de conteúdo já havia utilizado sua conta na rede social X para criticar a exibição de insígnias israelenses e norte-americanas em território nacional, rotulando o ato como “colonialismo mental”. Na ocasião, o comentarista alegou, sem apresentar evidências, que tal comportamento faria parte de uma estratégia articulada pelo Mossad e pela CIA.






