A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados manteve inalteradas as cotas de extração de petróleo para o mês de dezembro. O acordo foi selado em uma videoconferência realizada neste domingo (1º.nov.2026), envolvendo os sete principais expoentes da coalizão global, que conta com a liderança conjunta de Rússia e Arábia Saudita.
Terceira manutenção consecutiva no cronograma
Com esta resolução, o cartel chega à terceira manutenção seguida em suas metas de oferta. Os parâmetros vigentes em setembro e já aplicados nos meses de outubro e novembro continuam válidos para o próximo período, seguindo a estratégia traçada anteriormente.
Em setembro, o grupo finalizou a retirada gradual de um corte de 1,65 milhão de barris diários que havia sido estipulado em 2023. Tal medida encerrou um ciclo bienal de reajustes voltados para a ampliação expressiva da oferta no mercado internacional.
Foco voltado para as cotas do próximo ano
A manutenção da política atual reforça o compromisso com o calendário de suprimento que previa estabilidade até o encerramento do ano corrente. Desse modo, as próximas rodadas de negociação passam a concentrar esforços nas diretrizes para 2027, cujos volumes dependem de uma reavaliação técnica sobre o potencial produtivo dos países membros.
“Os 7 países da OPEP+ continuarão a realizar reuniões mensais para analisar as condições de mercado, disse a organização em nota. A próxima videoconferência será realizada em 29 de novembro.
Impactos geopolíticos e retomada das exportações
Durante o ano de 2026, o cenário energético global sofreu forte volatilidade devido ao conflito envolvendo Estados Unidos e Irã. A crise resultou na paralisação de volumes expressivos na região e afetou o escoamento no estratégico estreito de Ormuz.
Apesar da recente recuperação no ritmo de embarques por parte dos produtores do Golfo Pérsico, grande parte dos integrantes do cartel ainda opera com números inferiores às suas respectivas metas oficiais.
A coalizão é integrada por Rússia, Arábia Saudita, Iraque, Kuwait, Cazaquistão, Omã e Argélia, países que seguem monitorando de perto o comportamento da economia e da demanda global por combustíveis.






