O Ministério Público da França iniciou uma investigação criminal por tentativa de homicídio em decorrência do lançamento de um coquetel molotov contra policiais durante uma manifestação realizada no sábado, em Paris.
Protestos contra o custo de vida
Centenas de milhares de pessoas tomaram as ruas em território francês pelo terceiro sábado seguido para protestar contra a alta no custo de vida. Os atos terminaram em confrontos e episódios de violência em várias cidades, com destaque para a capital.
O balanço oficial divulgado pelo Ministério do Interior aponta que 779 pessoas foram detidas no contexto das mobilizações. O número representa uma queda em relação às 1.435 prisões registradas no sábado anterior e às 2.628 contabilizadas em 17 de outubro.
Violência contra as forças de segurança
A violência urbana também deixou 166 agentes das forças de segurança feridos. O índice é inferior aos 267 feridos reportados no dia 24 de outubro e aos 1.144 da semana precedente.
O ministro do Interior, Laurent Nuñez, qualificou como “tentativa de homicídio” o ataque com coquetel molotov, no qual um agente ficou ferido na capital francesa.
Registros em foto e vídeo evidenciam o momento em que o artefato incendiário artesanal detona próximo a um policial na zona leste parisiense.
“Foram lançados artefatos explosivos contra cerca de 15 gendarmes e também contra policiais”, detalhou o Ministério Público.
Investigação e repercussão política
A promotoria confirmou a abertura do inquérito por “tentativa de homicídio contra pessoas detentoras de autoridade pública” e informou que os boletins de ocorrência iniciais serão protocolados ao longo do dia.
Embora o quadro clínico completo dos afetados continue em avaliação, já foram confirmados casos de queimaduras de segundo grau.
Um dos gendarmes atingidos conversou com canais de televisão, relatou a ardência provocada pelo fogo e classificou o grupo agressor como “determinado” devido à saraivada de projéteis direcionada à tropa.
“Nesta fase, nenhum suspeito foi detido em relação ao incidente”, assinalou o Ministério Público, acrescentando que estão sendo feitos esforços para identificar os responsáveis.
A líder de extrema direita Marine Le Pen, favorita para as eleições presidenciais do próximo ano, afirmou no X que os autores desse ataque contra as forças de segurança devem ser “punidos com a máxima severidade”.






