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Gilberto kassab aponta erros da direita e abre porta para aliança com o governo lula

Governo Lula já procurou PSD e relação pode se aprofundar, diz Kassab

O cenário político nacional segue em movimentação intensa após o processo eleitoral. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, avaliou recentemente que a derrota de Flávio Bolsonaro (PL) e a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decorreram principalmente de falhas estratégicas da direita, que foram habilmente exploradas pela campanha adversária. Além disso, o dirigente revelou que já existem tratativas avançadas entre o Palácio do Planalto e sua legenda, o que pode resultar em uma parceria política mais estreita nos próximos anos.

Avaliação do pleito e falhas da direita Segundo a análise do líder partidário, a escolha de Flávio Bolsonaro como principal nome da direita acabou por “dividir o centro com o Lula”. O desgaste do parlamentar se intensificou à medida que sua imagem passou a ser mais conhecida nacionalmente durante o mês de outubro. “Ele acabou assustando falando em mexer na Constituição”, pontuou Kassab, mencionando também a rejeição ao “linguajar” e à “falta de postura nos debates”.

Para o dirigente, a estratégia petista focou em resgatar o receio de um retorno do bolsonarismo. Ele destacou que atos populares espontâneos e a forte mobilização digital liderada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) desempenharam papels cruciais no resultado final.

Condições para aproximação com o planalto Apesar de o PSD já ter mantido três ministérios na gestão anterior sem compor formalmente a base governista, a postura da sigla pode mudar. Kassab indicou que o partido poderá se aproximar mais do novo governo Lula caso o Planalto sinalize para o centro e adote medidas na área econômica.

O dirigente ressaltou que a administração federal precisará buscar a pacificação do país e ampliar sua base de sustentação parlamentar, algo que, na sua visão, não ocorreu plenamente no terceiro mandato. Embora reconheça a importância de manter os compromissos sociais, ele defende a indicação de figuras técnicas para garantir estabilidade fiscal. “Se medidas econômicas forem adotadas, estaremos mais próximos”, afirmou, antevendo a possibilidade de uma “relação mais profunda”.

Futuro ministerial e combate à corrupção Questionado sobre a possibilidade de assumir um cargo ministerial em um eventual quarto mandato, o político foi cauteloso. “Não está no meu horizonte, já fui de duas pastas Mas é claro que é muito honroso ser e não descarto voltar mais uma vez.”

Por fim, Kassab rejeitou a tese de que o combate à corrupção tenha perdido relevância no debate público e traçou paralelos com o clima de indignação popular visto em 2013. Ele também comentou sobre a permanência da polarização política e avaliou que o desempenho de Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial de 2026 demonstrou dificuldades em captar o eleitorado que rejeitava os principais concorrentes.

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