O vereador Rubinho Nunes (União Brasil) assumiu a presidência da comissão especial da Câmara Municipal de São Paulo encarregada de avaliar o pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Para a função de relator do processo, o escolhido foi o vereador Major Palumbo (PP).
Primeiros passos e motivações da denúncia
A instalação do colegiado ocorreu na quinta-feira 29, data em que os parlamentares realizaram o encontro inaugural. A acusação formal foi protocolada na Casa pelas vereadoras Amanda Paschoal e Silvia Ferraro, além do vereador Celso Giannazi, todos representantes do PSol.
No documento, o grupo aponta que o chefe do Executivo municipal desrespeitou uma ordem da Justiça Eleitoral exigindo a circulação integral da frota de ônibus da capital paulista durante o segundo turno do pleito presidencial. Além disso, os autores mencionam suspeitas de que funcionários comissionados tenham sido convocados para trabalhar na campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Composição e relação com o governo
Mesmo fazendo parte da base de sustentação do governo na Casa, Rubinho Nunes acumula rusgas com o prefeito desde a disputa eleitoral municipal de 2024, período em que declarou apoio a Pablo Marçal na corrida pela prefeitura.
O grupo de trabalho conta ainda com a participação de Luana Alves (PSol), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB). Pela proporção de cinco governistas contra dois oposicionistas, a avaliação prévia aponta para a tendência de arquivamento da denúncia.
Prazos e articulação política
Os parlamentares dispõem de um prazo limite de dez dias para deliberar acerca da admissibilidade do processo. O próximo encontro está agendado para terça-feira 3, ocasião em que o parecer elaborado por Palumbo passará por análise. Se o pedido for aceito pelo colegiado, o texto ainda precisará ser submetido ao plenário, onde o aval de 33 vereadores será exigido para dar continuidade ao caso.
Protestos agitam a capital
A investida pelo afastamento do prefeito ganha força paralelamente a atos públicos motivados pelo alinhamento político do gestor com a candidatura de Flávio Bolsonaro. Um protesto reuniu manifestantes em frente à sede da prefeitura na quarta-feira 28.
Novas mobilizações foram programadas para esta sexta-feira 30, na Praça Roosevelt, e para o sábado 31, na Praça Padre Manuel da Nóbrega, nas imediações do Pateo do Collegio, situados na área central da capital paulista.






