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Assessor de Jair Renan deixa cargo após ser investigado por espancar primo

Assessor de Jair Renan investigado por agredir primo após vitória de Lula pede exoneração do cargo

Gustavo Schiphorst, assessor parlamentar do vereador de Balneário Camboriú e deputado federal eleito Jair Renan Bolsonaro (PL), solicitou sua exoneração do cargo público nesta sexta-feira (30). A decisão ocorre em meio a investigações conduzidas pela Polícia Civil de Santa Catarina sobre uma violenta briga familiar ocorrida em Florianópolis, que culminou em lesões corporais e pedidos de medidas protetivas na Justiça.

Investigação policial e conflito familiar

O episódio de violência foi registrado na noite de domingo (25), logo após a divulgação do resultado das eleições que definiram a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à presidência da República. De acordo com o boletim de ocorrência, o caso aconteceu no bairro Vargem Grande, onde as famílias envolvidas residem como vizinhas. A vítima da agressão foi o primo do assessor, Marcelo Ribeiro Delgado Junior, que precisou ser hospitalizado no Hospital Governador Celso Ramos após sofrer fraturas no braço e ferimentos na cabeça causados por garrafadas.

Conforme o depoimento prestado pela esposa de Marcelo à Polícia Civil, a confusão teve início quando garrafas de vidro foram arremessadas em direção à residência do casal, quase atingindo o filho de apenas um ano de idade. Ao ir até a casa dos parentes para pedir que a ação cessasse, Marcelo foi confrontado e agredido fisicamente pelos tios Camila Braun Schipthorrst e Michel Schphorrst, pais de Gustavo, além de um amigo da família identificado como Lucas Ferreira Amorim. A mulher do primo também relatou ter sofrido agressões ao tentar intervir para defender o marido.

Desdobramentos judiciais e acadêmicos

Diante da gravidade da situação, as vítimas solicitaram medidas protetivas de urgência, que foram deferidas pela Justiça na terça-feira com base na Lei Maria da Penha. A determinação judicial proíbe que o trio de agressores se aproxime da família, impondo o cumprimento de uma distância mínima de 200 metros. A 7ª Delegacia de Polícia da Capital instaurou um inquérito para apurar formalmente o crime de lesão corporal.

Além de perder o cargo comissionado que ocupava desde 16 de julho na Câmara Municipal de Balneário Camboriú, onde recebia remuneração de R$ 4.441,96, Gustavo também é estudante de Administração Pública na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc). O Centro de Ciências da Administração e Socioeconômicas (Esag) informou que o caso será encaminhado aos órgãos internos competentes para avaliação de eventuais medidas disciplinares.

“A Udesc esclarece que não antecipa conclusões sobre a responsabilidade individual de pessoas envolvidas em ocorrências externas que estejam sob apuração pelas autoridades competentes. Eventuais medidas disciplinares serão adotadas, quando cabíveis, mediante os procedimentos previstos nas normas da Universidade, assegurados o contraditório e a ampla defesa”, declarou a instituição de ensino por meio de nota oficial.

Posicionamentos oficiais

Assim que o caso veio a público na quarta-feira (28), a equipe de comunicação de Jair Renan informou que tratava-se de um desacordo entre parentes. Posteriormente, com a formalização da saída do assessor, o gabinete reforçou o aguardo da apuração oficial dos fatos pelas autoridades competentes.

Tomamos conhecimento, por meio da imprensa, sobre episódio ocorrido na noite do último domingo, 25 de outubro, envolvendo assessor lotado em nosso gabinete na Câmara Municipal de Balneário Camboriú.

Cientes dos fatos, averiguamos com o mesmo sobre o ocorrido, e nos foi relatado tratar-se de conflito familiar.

Reafirmamos a nossa discordância sobre qualquer forma de violência, independentemente da sua motivação.

Por fim, considerado o quanto noticiado, aguardaremos a elucidação dos fatos de nossa parte e pelas autoridades competentes, para eventuais providências, sem juízo precipitado e prejudicial contra quem nos prestou bons serviços.

A Polícia Civil de Santa Catarina informa que, na data de 27/10/2026, foi registrado boletim de ocorrência do crime de lesão corporal. Foi instaurado inquérito policial pela 7ª Delegacia de Polícia da Capital, que irá apurar os fatos.

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