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Polícia Federal indicia Daniel Vorcaro e mais 14 em inquérito no STF

Leia o relatório da PF com o indiciamento de Vorcaro e mais 14

O fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, e outras 14 pessoas foram indiciados por crimes financeiros pela Polícia Federal nesta quarta-feira (28.out.2026). A determinação está registrada em um relatório parcial da investigação criminal vinculada ao Inquérito 5.026, que tramita no Supremo Tribunal Federal e analisa a tentativa de venda da instituição financeira para o Banco de Brasília (BRB).

Entenda o indiciamento O indiciamento representa a qualificação formal de uma pessoa ou organização como suspeita de um ilícito penal. O indiciado não é considerado um acusado ou denunciado, pois o ato trata-se de uma suspeita que ainda precisa de confirmação. Trata-se de uma fase preliminar à denúncia, momento em que o Ministério Público apresenta formalmente por escrito a acusação ao Poder Judiciário.

Esquema de operações e movimentações Conforme a corporação policial, os dados coletados apontam para a operação de um esquema envolvendo transações financeiras com carteiras de crédito de procedência duvidosa, fabricação posterior de papéis e a alegada ocultação da verdadeira titularidade e circulação de capitais. O inquérito revela ainda o envolvimento de membros dos setores executivos, financeiros, jurídicos e operacionais dos bancos e de companhias ligadas aos empreendimentos.

Acusações contra o fundador do banco Daniel Vorcaro é apontado por suspeitas de gestão fraudulenta de instituição financeira, delitos associados a organização criminosa e lavagem de dinheiro. As acusações estão documentadas no documento policial e dependem de avaliação pelas instâncias competentes, não configurando, por si só, qualquer condenação judicial.

Posicionamento da defesa Por meio de nota oficial, os advogados de Vorcaro classificaram a medida como “açodada e afoita”, argumentando que a investigação ainda não foi concluída, com perícias em andamento, materiais apreendidos sem análise e depoimentos pendentes. A defesa também afirmou que não há comprovação técnica de fraude ou prejuízo ao Banco de Brasília e contestou a acusação de lavagem de dinheiro, dizendo que a análise dos fluxos financeiros ainda está pendente.

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