O governo da Itália foi acionado pelo deputado Angelo Bonelli, do partido Europa Verde, para realizar uma investigação administrativa sobre os processos de reconhecimento da cidadania italiana dos políticos Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e Carlos Bolsonaro (PL-SC). O parlamentar questiona a rapidez dos procedimentos em comparação ao tempo de espera de outros brasileiros.
Detalhes da tramitação na diplomacia italiana O pedido formal foi encaminhado aos ministérios das Relações Exteriores e do Interior da Itália. A iniciativa ocorreu após Flávio deixar o Brasil em direção aos Estados Unidos utilizando um passaporte italiano, mesmo com uma proibição judicial que o impedia de sair do território nacional. Flávio e Eduardo obtiveram o reconhecimento da cidadania em 2023, enquanto Carlos concluiu o processo em 2024, baseando-se no princípio do jus sanguinis.
Disparidade na fila dos consulados Conforme o documento apresentado por Bonelli, os processos de Flávio e Eduardo foram concluídos em cerca de 1 ano. O deputado aponta que, na época das aprovações, ainda havia cidadãos aguardando atendimento desde 2018, sendo que a espera pode chegar a 10 anos, embora o prazo legal máximo seja de 730 dias após a entrega da documentação completa.
“A lei deve ser igual para todos: para os pobres coitados que esperam há 10 anos e para os filhos dos poderosos”, declarou à RFI.
Contexto da viagem ao exterior e investigações Flávio deixou o Brasil acompanhado da esposa e das duas filhas adolescentes por temer potenciais decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A Polícia Federal havia solicitado a apreensão do passaporte do senador logo após o Tribunal Superior Eleitoral divulgar o resultado da eleição presidencial vencida por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).






