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Quem era o trabalhador que morreu preso em máquina de triturar gelo na Grande BH

Saiba quem era Diego Gonzaga, trabalhador que morreu em máquina de triturar gelo na Grande BH

Pai de uma jovem de 19 anos, Diego Fernando Gonzaga, de 39, era conhecido entre os familiares por sua personalidade comunicativa, alegre e extrovertida. Natural de Santa Luzia, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ele faleceu nesta segunda-feira (26) ao ficar preso em um equipamento de triturar gelo no frigorífico onde prestava serviços.

Perfil e trajetória profissional

De acordo com relatos da prima Mariana Alberto, o profissional apreciava cantar e dançar, demonstrando constante entusiasmo por aproveitar a rotina.

“Ele era muito alegre e sempre vivia cantando e dançando. Ele queria viver, viver intensamente, ser feliz”, contou.

Diego integrou o setor de embalagens da empresa do acidente por dois anos. Anteriormente, acumulou 18 anos de dedicação em outra fábrica do setor alimentício na mesma cidade.

“Ele era único, falante, extrovertido”, destacou a prima, ressaltando também o impacto emocional sofrido pela mãe da vítima com a perda repentina. “A ficha não caiu. Está muito sentida”, disse.

Detalhes do acidente no frigorífico

O caso ocorreu nas dependências do frigorífico HG Foods, estabelecimento anteriormente conhecido como Frial, situado no bairro Fazenda. O boletim de ocorrência policial aponta que o trabalhador despencou para o interior do triturador de gelo a partir da seção superior da estrutura.

Por volta das 8h, o Corpo de Bombeiros foi mobilizado para a ocorrência, contando com o suporte do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Os agentes empregaram ferramentas de corte e aparelhos hidráulicos na tentativa de resgatar o funcionário.

Tentativa de socorro e investigação

Durante o atendimento de emergência, a vítima apresentou quadro de parada cardiorrespiratória. Apesar dos procedimentos de reanimação executados pelas equipes de saúde, o óbito foi constatado no local.

Após os trabalhos da perícia técnica, o corpo foi direcionado ao Instituto Médico-Legal (IML). Os registros policiais não especificam os fatores que motivaram a queda de Diego na máquina.

Posicionamento da família sobre a empresa

Conforme o relato de Mariana, até o momento da entrevista, a direção do frigorífico não havia prestado solidariedade direta aos parentes, limitando-se ao suporte prestado por meio de uma agência funerária.

“A empresa ainda não entrou em contato. A única coisa foi a questão da funerária que prestava ajuda”, afirmou.

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