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Banqueiros mais ricos perdem fortuna com reeleição de Lula

Banqueiros mais ricos do Brasil perdem US$ 10 bilhões com reeleição de Lula

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa pelo Palácio do Planalto provocou uma forte reação nos mercados financeiros nesta segunda-feira, 26, fazendo disparar o dólar frente ao real e derrubando a Bolsa de Valores do Brasil (B3). Como consequência direta desse cenário adverso, alguns dos banqueiros mais ricos do país registraram perdas bilionárias em suas fortunas pessoais.

O tamanho do prejuízo No dia seguinte à confirmação do quarto mandato de Lula para a Presidência da República — alcançado com 51,79% dos votos válidos (64,2 milhões) contra 48,21% (59,8 milhões) obtidos por Flávio Bolsonaro no domingo 25 —, as dez principais fortunas brasileiras presentes no ranking global de bilionários sofreram um revés sem precedentes. Até o meio-dia de segunda-feira em Nova York, o grupo acumulou perdas de US$ 15 bilhões (cerca de R$ 81 bilhões), marcando a maior queda diária registrada desde a criação do índice da Bloomberg em 2012.

Impacto bilionário entre os magnatas do setor financeiro Sozinhos, quatro grandes nomes do setor bancário nacional viram seu patrimônio líquido encolher quase US$ 10 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 54 bilhões. Essa redução drástica representou uma desvalorização de aproximadamente 18% em suas riquezas em apenas um único dia de negociações.

André Esteves e David Vélez entre os mais afetados O empresário André Esteves, fundador do BTG Pactual, liderou as perdas nominais ao registrar uma baixa de cerca de US$ 4,4 bilhões (R$ 23,8 bilhões), ajustando sua fortuna estimada para US$ 11,3 bilhões (R$ 61 bilhões). Por sua vez, o colombiano David Vélez, controlador, cofundador e CEO do Nubank por meio da Nu Holdings, amargou um recuo de US$ 2,6 bilhões (R$ 14 bilhões) no mesmo período.

Irmãos Moreira Salles também sentem o impacto Completando o grupo dos banqueiros mais atingidos, os irmãos Pedro e Fernando Moreira Salles, controladores do Itaú Unibanco — considerado o maior banco da América Latina —, perderam, somados, US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,8 bilhões). Os dados detalhados foram consolidados pelo Bloomberg Billionaires Index, refletindo a volatilidade imediata dos ativos financeiros brasileiros após o pleito.

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