O mapa eleitoral brasileiro do segundo turno das presidenciais de 2026 revelou estratégias e redutos bem definidos para Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), conforme aponta um estudo detalhado com base nos dados da Justiça Eleitoral nos 5.570 municípios do país e no Distrito Federal.
Redutos estratégicos do candidato petista
Para o vencedor do pleito, o Nordeste e o Sudeste funcionaram como os principais pilares da campanha. Juntas, as duas regiões concentraram expressivos 75,70% do total de sufrágios obtidos pelo petista em território nacional.
Apesar da proximidade nos números absolutos, com 24,45 milhões de eleitores no Nordeste contra 24,04 milhões no Sudeste, o peso relativo variou ligeiramente. O território nordestino respondeu por 38,17% da votação total, enquanto a região sudeste representou 37,53%.
Desempenho nacional de Lula por região
Nas demais áreas do país, a mobilização de eleitores registrou patamares distintos. A região Sul registrou 6,81 milhões de apoios, alcançando 10,63% do total nacional.
No Norte, o total chegou a 5,02 milhões, o equivalente a 7,84%. Por fim, o Centro-Oeste contabilizou 3,73 milhões de eleitores, representando 5,83% da marca alcançada pelo candidato vitorioso.
A força de Flávio Bolsonaro no Sudeste
Do lado opositor, o Sudeste emergiu como o principal bastião de Flávio Bolsonaro, concentrando sozinho 45% de sua votação total no Brasil, o que representou 26,84 milhões de sufrágios.
O Sul ocupou a segunda posição em termos de volume, reunindo 11,39 milhões de eleitores e atingindo 19,09% da marca do candidato liberal. Logo depois apareceu o Nordeste, responsável por 10,80 milhões de votos, ou 18,10% do total.
Concentração regional do candidato do PL
Nas últimas duas regiões do país, o desempenho completou o panorama nacional. O Centro-Oeste somou 5,60 milhões de eleitores, atingindo 9,39% da votação.
Na região Norte, o total computado foi de 5,02 milhões, correspondendo a 8,42% dos votos válidos do candidato no território brasileiro.
Entendendo a metodologia do mapeamento
É fundamental destacar que existe uma distinção técnica entre a proporção de votos que um candidato obtém dentro de uma localidade específica e a fatia que aquela região representa no total nacional.
No Nordeste, por exemplo, o petista alcançou 69,37% dos votos válidos locais, mas essa quantidade equivalia a 38,17% de todo o seu montante obtido no país. Da mesma forma, o candidato do PL atingiu 52,76% dos válidos no Sudeste, montante que representou 45% de sua colheita nacional.
Isso demonstra que um território pode deter um peso gigantesco na contagem geral de uma campanha mesmo que o concorrente não vença de forma majoritária em todos os municípios daquela localidade específica.
O estudo estatístico foi estruturado com base na totalização oficial do segundo turno ocorrido em 25 de outubro. Os dados municipais foram agrupados conforme as diretrizes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Para assegurar a precisão analítica, o levantamento isolou exclusivamente os votos válidos destinados à dupla de concorrentes no Brasil, desconsiderando brancos, nulos e a seção exterior, o que explica a divergência com os balanços globais da Justiça Eleitoral.






