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Lula classifica campanha de rua como a maior que viu em 50 anos

Lula diz que campanha de rua em 2026 foi a maior que ele viu

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (25.oct.2026) que a campanha de rua do segundo turno foi a maior que já presenciou em cinco décadas de vida pública. A declaração ocorreu após o voto em São Bernardo do Campo (SP), marcando o último pronunciamento antes da apuração das urnas.

Repercussão sociológica e histórico político

Aos 80 anos e disputando o quarto mandato, o petista destacou a dimensão inédita da mobilização popular recente. “O que eu vi nesse 2º turno foi algo, eu diria, do ponto de vista sociológico, quase que inexplicável”, afirmou o chefe do Executivo, que já declarou ser esta sua última disputa eleitoral.

Durante a semana anterior, o presidente acompanhou atos em Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Maranhão, Ceará, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Embora tenha citado as Diretas Já como um marco histórico, avaliou que o engajamento atual superou tudo o que já testemunhou. “Não foi partido político, não foi sindicato, não foi igreja, não fui eu nem o Alckmin. Ou seja, o povo foi pra rua pra defender as suas conquistas”, declarou.

Crescimento dos atos e estratégias digitais

A campanha nas ruas ganhou força expressiva após o resultado do primeiro turno, quando Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro (PL). Registros indicam dezenas de cidades com manifestações pró-governo nas vésperas da votação, culminando em grandes atos na Avenida Paulista, em São Paulo, e em Copacabana, no Rio de Janeiro.

Nos bastidores digitais, o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG), ultrapassou a marca de 10 milhões de inscritos. Enquanto a campanha adversária tentou suspender a ferramenta no Tribunal Superior Eleitoral, a Procuradoria-Geral Eleitoral considerou a mobilização legítima.

Votação e críticas ao adversário

Lula votou por volta das 10h02 na Escola Estadual João Firmino Corrêa de Araújo, acompanhado de aliados como o vice-presidente Geraldo Alckmin, a primeira-dama Janja Lula da Silva e diversos ministros. Em seu discurso, o candidato contrastou os projetos em disputa e fez duras críticas a Flávio Bolsonaro. “ Ou gente quer um Brasil que distribua milhões de livros didáticos para sua escola, ou a gente quer um Brasil em que distribua a possibilidade de comprar milhão de armas”, declarou.

O petista também classificou o oponente como moralmente desqualificado e comentou episódios de violência política, citando o ataque sofrido pela vereadora Iara Pimentel (PT) em Montes Claros (MG). “Os vizinhos não precisam torcer pro mesmo time, mas não precisam brigar”, disse.

Encerrando sua participação pública antes da contagem dos votos, o presidente agradeceu o apoio recebido da população. “Jogo tá jogado. Que Deus abençoe os eleitores brasileiros”, concluiu.

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