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Crise imobiliária derruba investimento em ativos fixos na China em 7,2%

Investimento em ativos fixos na China cai 7,2% com crise imobiliária

O investimento em ativos fixos da China continuou enfraquecido durante os primeiros 9 meses do ano, pressionado pelo agravamento da crise no mercado imobiliário e pela baixa atividade na infraestrutura. A queda foi ligeiramente atenuada por um avanço discreto na indústria manufatureira nacional.

Estatísticas oficiais divulgadas em 19 de outubro De acordo com levantamento revelado em 19 de outubro pelo Departamento Nacional de Estatísticas da China, o índice de investimento em ativos fixos sofreu uma retração de 7,2% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O resultado permaneceu estável em relação à oscilação negativa acumulada de janeiro a agosto.

Quando o segmento de habitação e construção civil é retirado da conta, a baixa foi de 4,2%, índice que também não apresentou alterações frente aos meses anteriores. A contração econômica geral ficou um pouco abaixo da projeção de 7,5% estimada por analistas de 10 instituições consultadas em pesquisa.

Impacto profundo na habitação O setor imobiliário registrou um tombo expressivo de 20,6% no volume de investimentos ao longo dos 9 meses iniciais do ano, aprofundando a derrocada em 0,7 ponto percentual comparado ao resultado fechado até agosto.

Paralelamente, o aporte financeiro voltado para infraestrutura recuou 4,2%. Áreas tradicionais como transporte rodoviário, além de gestão hídrica e de instalações públicas, lideraram as retração mais acentuadas do período.

Tentativas de estímulo estatal Para tentar reverter o cenário, instituições financeiras de fomento repassaram mais de 100 bilhões de yuans utilizando um instrumento de crédito subsidiado pelo governo — totalizando 800 bilhões de yuans — logo nas três semanas iniciais de setembro. A medida atendeu cerca de 400 iniciativas, conforme veículos de comunicação estatais.

Contudo, os recursos ainda não se converteram totalmente em canteiros de obras ativos, o que restringe a eficácia imediata dessa injeção de capital sobre o segmento de infraestrutura.

Respiro na manufatura Na contramão do cenário imobiliário, o parque fabril registrou queda de 2,1% nos 9 meses, apresentando uma recuperação de 0,2 ponto percentual no ritmo de baixa em relação ao acumulado até agosto.

O destaque positivo ficou com a fabricação de equipamentos eletrônicos, que avançou 9,6%. Já o segmento de maquinário ferroviário, naval, aeroespacial e outros meios de transporte manteve-se como o motor de maior crescimento na manufatura, registrando alta de 15,8%.

Considerando o ajuste sazonal, o indicador de ativos fixos na China registrou alta de 0,07% no mês de setembro frente a agosto. O resultado representou um ganho de 0,62 ponto percentual e encerrou uma sequência negativa de 6 meses consecutivos de quedas.

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