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Coligação de Lula aciona Justiça Eleitoral e exige prisão de gestores da prefeitura de São Paulo

Campanha de Lula pede prisão de secretário e chefe da SPTrans

A coligação que apoia o presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou neste domingo (25.out.2026) uma representação na 1ª Zona Eleitoral de São Paulo solicitando a prisão em flagrante de Celso Jorge Caldeira, secretário municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, e de Victor Hugo Borges, presidente da SPTrans.

Entenda o caso da frota de ônibus A Federação Brasil da Esperança — composta por PT, PCdoB e PV — argumenta que os gestores ignoraram uma determinação judicial que exigia a operação de 100% da frota habitual de dias úteis no transporte público municipal durante a votação do segundo turno presidencial.

O documento apresentado à Justiça fundamenta-se em dados do aplicativo de monitoramento Infobus, que apontavam, por volta das 13h20 do dia da eleição, a circulação de 9.892 coletivos dos 13.790 disponíveis na capital paulista, deixando quase 4 mil veículos retidos nas garagens.

Pedidos e sanções solicitadas à Justiça Além da detenção imediata dos dirigentes, a representação jurídica requer que ambos sejam encaminhados à Polícia Federal para a lavratura de termo circunstanciado, além da avaliação de afastamento temporário de suas funções públicas até o término do pleito.

A coligação também cobrou a liberação total dos coletivos com passe livre e fixação de multa horária de R$ 1 milhão em caso de desobediência. A atuação da Polícia Federal foi requisitada para fiscalizar as garagens e garantir a saída dos veículos.

Posicionamento da prefeitura e medidas anteriores A Prefeitura de São Paulo, administrada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB), declarou ter enviado um aviso a todas as empresas concessionárias ainda no sábado (24.out), cumprindo a determinação expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para assegurar o funcionamento máximo do sistema.

A ordem judicial anterior previa multa pessoal de R$ 100 mil ao prefeito e ao presidente da SPTrans em caso de desobediência, além de alertar sobre a possibilidade de caracterização de crime eleitoral. A gestão municipal e os citados não responderam aos contatos até o fechamento desta reportagem.

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