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Imprensa estrangeira destaca ataques e propostas no último debate presidencial brasileiro

Leia o que a mídia internacional diz sobre o debate da “Globo”

O derradeiro confronto televisivo entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), realizado na noite de sexta-feira (23.oct.2026), atraiu os olhares da imprensa internacional a apenas dois dias do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25.oct).

Agências de notícias e jornais da Europa, dos Estados Unidos e da América do Sul voltaram suas lentes para o embate final, dando destaque especial às provocações trocadas pelos postulantes ao Palácio do Planalto, com menções generalizadas à fala de Flávio sobre os “9 dedos” do atual chefe do Executivo e às críticas do petista direcionadas ao governo argentino.

A cobertura britânica e norte-americana

A agência britânica Reuters publicou a manchete “Bolsonaro e Lula divergem sobre custo de vida e corrupção no último debate eleitoral no Brasil”, assinada pelo jornalista Andre Romani, que enfatizou as discussões sobre os valores dos alimentos e a defesa governista da valorização do salário mínimo.

Já nos Estados Unidos, a Associated Press destacou que “Lula e Bolsonaro buscam votos de eleitores indecisos no último debate da corrida presidencial brasileira”. O repórter Mauricio Savarese pontuou três instâncias de alta tensão no estúdio, incluindo o instante em que Flávio chamou Lula de “9 dedos”, a resposta do petista rotulando o senador de miliciano, e o momento em que a mãe da menina Ana Clara protestou da plateia afirmando que sua filha “está morta”.

O olhar da Europa sobre o embate

O diário francês Le Monde classificou o encontro como o “crucial 2º debate”, trazendo a manchete “Flávio Bolsonaro mais civilizado, Lula mais agressivo”. A jornalista Anne Vigna relatou que “embora Flávio Bolsonaro tenha conseguido detalhar suas propostas econômicas, ele também tropeçou em um ataque pessoal contra Luiz Inácio Lula da Silva”.

Na Espanha, o El País estampou que “Lula coloca Bolsonaro na defensiva no último debate antes das eleições”. A repórter María Martín avaliou que “o tom permaneceu mais construtivo” e observou que “Lula contrastou sua imagem de classe trabalhadora com a de seu rival, enquanto Bolsonaro enfatizou seu lado mais moderado”.

A imprensa de Portugal e o panorama sul-americano

Em Portugal, o jornal Público optou pela chamada “Muitas promessas e as acusações de sempre no último debate entre Lula e Flávio”, na qual o jornalista Francisco José Costa pontuou que, “à parte das acusações, os candidatos falaram e prometeram muito no debate da ‘Globo’”. O portal Observador focou na disputa por eleitores indecisos, com o jornalista José Carlos Duarte escrevendo que “Flávio quis mostrar imagem de moderado e afirmar-se como presidenciável, enquanto Lula usou um discurso mais duro e insinuou que adversário é perigo para a democracia”.

A vizinhança latino-americana também deu ampla ênfase ao evento. O argentino Clarín reportou que “As farpas trocadas entre Lula e Bolsonaro estavam repletas de referências à Argentina: de Milei e Cristina Kirchner a ‘o povo come carne de burro’”. O periódico La Nación seguiu linha semelhante, enquanto o uruguaio El País destacou em sua manchete as expressões “‘9 dedos’ e ‘dá um Google’: Lula e Flávio retomam os ataques no 2º debate presidencial”.

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