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Bombardeios sauditas no Iêmen causam dez mortes na capital

Ataques sauditas no Iêmen deixam ao menos 10 mortos, diz emissora

Um ataque aéreo conduzido pela coalizão liderada pela Arábia Saudita na capital do Iêmen, Sanaa — território dominado pelos rebeldes houthis, facção alinhada ao Irã —, resultou em mortos e feridos neste sábado (24), conforme informações divulgadas pela Al-Masirah, emissora afiliada ao movimento.

Balanço parcial de vítimas Conforme dados repassados pelo canal de comunicação, uma residência situada na região oeste da cidade foi atingida, resultando no falecimento de três moradores. Em um segundo bombardeio, direcionado a um alojamento operário ligado a uma fábrica de cimento, o impacto vitimou seis mulheres e uma criança, embora o total de óbitos permaneça em caráter preliminar.

Reação da coalizão na Arábia Saudita Os episódios de violência foram tornados públicos logo após a aliança militar que atua contra os houthis no território iemenita declarar a neutralização de dois projéteis balísticos lançados pelo grupo com destino às cidades sauditas de Taif e Yanbu, no mesmo dia.

Diante do cenário, a Defesa Civil da Arábia Saudita emitiu alertas direcionados aos habitantes de Taif, Yanbu, Meca e Jeddah, segunda maior localidade do país, informando a dissipação do perigo cerca de dez minutos mais tarde.

Histórico recente de hostilidades As ações de interceptação sucedem em 48 horas as declarações do grupo rebelde a respeito de investidas contra a pasta da Defesa saudita em Riade, unidades da companhia petrolífera Saudi Aramco em Yanbu — situada na costa do Mar Vermelho — e o terminal aéreo internacional Rei Fahd, em Dammam, incidente que registrou duas mortes segundo o governo local.

Enquanto Riade e Yanbu não tiveram os ataques confirmados pelas autoridades locais, a petroleira Aramco orientou colaboradores a abandonarem sua base principal em Dhahran, localizada no Golfo, de acordo com relatos de seis fontes familiarizadas com o tema repassados à agência Reuters.

Aprofundamento da crise e rompimento de trégua Nas datas anteriores, a coalizão já havia relatado a interceptação de aeronaves não tripuladas sobre os céus de Riade e Medina na quinta-feira (22), ao passo que os insurgentes refutaram a autoria de disparos de drones em direção a Medina na quarta-feira (21).

Previamente, o grupo armado havia emitido avisos a companhias aéreas comerciais para que evitassem rotas sobre o espaço aéreo saudita, excetuando trechos que cobrem Meca e Medina, refletindo a deterioração do cenário de segurança.

A intensificação atual da violência culminou na quebra do cessar-fogo intermediado pela Organização das Nações Unidas (ONU) no ano de 2022, pacto que mantinha contidas as hostilidades entre a aliança pró-governo e os houthis, ampliando as ramificações geopolíticas do conflito.

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