As pesquisas de intenção de voto mais recentes para o segundo turno da eleição presidencial mostram o senador Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 15 dos 17 levantamentos compilados. Enquanto o petista lidera em apenas um estudo, outro registra empate entre os candidatos na reta final da disputa marcada para o dia 25 de outubro.
Cenário das principais pesquisas nacionais
Os dados consideram os votos válidos, excluindo votos brancos, nulos e indecisos, com entrevistas realizadas entre os dias 12 e 22 de outubro.
Entre os levantamentos, o PoderData/Aya aponta Flávio com 51% e Lula com 49%. O BTG/Nexus traz o senador com 50,3% contra 49,7% do atual presidente. Na AtlasIntel, Flávio registra 51,1% frente a 48,9% de Lula. O Datafolha aponta empate técnico com 50% para cada candidato.
Outros institutos também indicam vantagem numérica para o candidato do PL. A Indexa/Broadcast e a Palver registram 51% a 49%. O Instituto França marca 50,8% a 49,2%, enquanto a CNT/MDA aponta 50,5% a 49,5%. A Gerp apresenta a maior diferença entre os 17 estudos, com Flávio somando 53% e Lula 47%. A Futura pontua 51,1% a 48,9%, a DataTrends traz 51,5% a 48,5% e a Ipespe/Abrapel pontua 51,2% a 48,8%.
Vantagem e margens de erro
A Real Time Big Data mede a preferência em 52% para o senador e 48% para o petista. O Instituto Veritá, que ouviu 15.554 eleitores com registro no TSE sob o número BR-01107/2026, registra 51,1% a 48,9%. A pesquisa Meio/Ideia aponta o mesmo placar, assim como a Quaest, que recalculou seus dados excluindo indecisos para chegar a 50,56% de Flávio contra 49,44% de Lula.
O único levantamento em que o atual presidente aparece numericamente na frente é o da Vox Brasil, com 50,6% dos votos válidos para Lula e 49,4% para Flávio Bolsonaro. Apesar da liderança numérica do senador na ampla maioria das sondagens, especialistas reforçam que muitas das vantagens apontadas encontram-se dentro das respectivas margens de erro dos institutos.
Metodologia dos levantamentos
A compilação reuniu 17 pesquisas diferentes registradas na Justiça Eleitoral, abrangendo metodologias, tamanhos de amostra e períodos de coleta variados realizados após o primeiro turno de votação, ocorrido em 4 de outubro. Os dados não configuram uma série temporal única e servem como retrato do momento político atual.






