A polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) invadiu os gramados, as comemorações de conquistas esportivas e os perfis de atletas nas redes sociais. A apenas dois dias do 2º turno, agendado para este domingo (25.out.2026), o cenário do esporte mais popular do país acumula declarações de voto, atos de contestação à gestão federal e posturas de distanciamento partidário adotadas pelas cúpulas administrativas.
Manifestações individuais e posições institucionais
As ocorrências envolvem equipes de grande expressão como São Paulo, Palmeiras, Santos, Bahia e Flamengo. É fundamental ponderar que manifestações expressas por atletas e torcedores traduzem convicções estritamente pessoais, jamais traduzindo uma deliberação oficial da diretoria da instituição.
Atletas do São Paulo apoiam petista
Durante a festa de levantamento da taça do Campeonato Brasileiro Feminino, atletas do São Paulo manifestaram sufrágio a Lula e realizaram o gesto do “L”. A goleira Carla Silva, a Carlinha, também criticou Flávio Bolsonaro. Os atos ocorreram na celebração do troféu conquistado frente ao Corinthians, em 3 de outubro, na antevéspera do 1º turno, consistindo em manifestações estritamente individuais das jogadoras.
Posicionamento no Palmeiras e o voto de Paulinho
O atacante Paulinho manifestou suporte à recondução de Lula ao cargo por meio de postagem em seus canais digitais. O atleta justificou seu voto mencionando iniciativas governamentais como Bolsa Família, ProUni, cotas e Minha Casa, Minha Vida. Em contrapartida, o Palmeiras preserva estrita neutralidade político-partidária, abstendo-se de endossar qualquer candidato.
No litoral paulista, o atacante Neymar, vinculado ao Santos, declarou respaldo a Flávio Bolsonaro ao responder a uma postagem do artista MC Cabelinho na plataforma Instagram que trazia contestações ao candidato. Dito isso… 22, registrou o jogador, fazendo alusão ao número do senador nas urnas eletrônicas. O episódio reflete conduta estritamente pessoal, desprovida de qualquer chancela institucional por parte do clube santista.






