A Polícia Federal (PF) descobriu tratativas em mensagens recuperadas no aparelho celular do banqueiro Daniel Vorcaro que sugerem o oferecimento de ajuda ao Banco Master em troca de suborno. A meta central era garantir a entrada da instituição financeira na chamada Lista Exaustiva gerida pelo Ministério da Previdência ao longo de 2024, no atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Exigências financeiras e valores elevados Conforme os diálogos analisados pelos investigadores, intermediários ligados ao banco debatiam quantias que variavam de R$ 500 mil a R$ 1 milhão para concretizar a inserção. A corporação policial segue aprofundando as apurações sobre o caso.
Em depoimento prestado à revista Veja na condição de anonimato, um dos operadores vinculados a Vorcaro declarou que o montante final ultrapassou com folga as estimativas iniciais do esquema. “A inclusão custou muito mais do que os pedidos iniciais”, disse. De acordo com o relato, o pagamento “teria chegado a 15 milhões de reais”.
Articulação política e o impacto nos negócios A formalização da entrada do Banco Master no documento oficial ocorreu em maio de 2024, após movimentações articuladas por executivos da entidade financeira, pelo político baiano ACM Neto e pelo então ministro Carlos Lupi. A listagem oficial contempla apenas os estabelecimentos autorizados a captar verbas oriundas de fundos previdenciários estaduais e municipais em todo o país.
Dentro da instituição, a cúpula tratava a aprovação como uma prioridade inadiável para viabilizar a captação de novos recursos. Naquele período, o dinheiro oriundo dos regimes próprios de previdência dos estados configurava uma das principais alternativas para assegurar a sustentabilidade financeira do banco.
Desdobramentos e exclusão da relação Ao longo do processo, a gestão federal promoveu cinco atualizações no documento, sendo o Master contemplado em duas delas. Contudo, a administração federal decidiu remover a instituição financeira do rol oficial em fevereiro deste ano.






