A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, anunciou nesta sexta-feira (23) que conseguiu um cessar-fogo entre Rússia e Ucrânia na cidade ucraniana de Oleshky, a partir de 29 de outubro.
Contexto da região afetada pelos combates
O rio Dnieper é a linha de frente natural nesta região do sul da Ucrânia, onde ocorreram boa parte dos piores combates entre os dois países. Sob controle russo, Oleshky sofre com uma escassez crescente de alimentos e medicamentos, segundo antigos moradores entrevistados pela AFP.
Ucrânia e Rússia reconhecem a crise humanitária no local, mas atribuem uma à outra a responsabilidade pela situação, acusando-se mutuamente de dificultar a entrega de suprimentos e as evacuações. As comunicações com os moradores desta cidade são escassas.
Detalhes da negociação e articulação política
“Oleshky é uma cidade na linha de frente, à beira do desastre (…) Está claro que, sem a minha intervenção, teria sido impossível levar ajuda humanitária à cidade”, situada perto do rio Dnieper, declarou Melania Trump em comunicado.
“A primeira-dama Melania Trump e seu representante trabalharam diretamente com os líderes da Rússia e da Ucrânia para definir os termos de um cessar-fogo localizado”, afirmou o texto.
“Líderes civis, não militares, de ambos os países trabalharão em conjunto para visitar os moradores de Oleshky em suas casas e determinar o nível de ajuda de que necessitam”, indicou o comunicado.
População atual e planos de evacuação
No comunicado da primeira-dama americana, afirma-se que na cidade, que tinha cerca de 24.000 habitantes antes da guerra, restam agora menos de 2.000 pessoas, em sua grande maioria idosos, e cerca de 50 crianças.
“Também consegui que um veículo de comunicação americano imparcial acompanhe e documente as equipes russas e ucranianas no local durante todo o processo. Isso desempenhará um papel fundamental para garantir que os desejos de cada família sejam fielmente respeitados”, explicou Melania Trump.
“Os moradores que desejarem ser retirados receberão apoio coordenado e transporte para o destino de sua preferência. Prevejo que alguns queiram ir para a Rússia e outros para a Ucrânia”, acrescentou.






