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Ajudante de pedreiro é executado com mais de 40 tiros na Serra

Criminosos atiram mais de 40 vezes e matam ajudante de pedreiro na Serra; pai diz que filho estava 'se consertando'

Um ajudante de pedreiro de 22 anos foi assassinado a tiros na noite desta quinta-feira (23), no bairro Cascata, localizado no município da Serra, na Região Metropolitana da Grande Vitória. Conforme informações da Polícia Militar, Nilton Rufino Siqueira foi atingido por cerca de 45 disparos e faleceu no local do crime, sem que nenhum suspeito tenha sido preso até o momento.

Dinâmica do atentado e danos materiais De acordo com relatos repassados por moradores aos policiais, os criminosos passaram de carro pela Rua das Cravinas e retornaram logo depois para efetuar a rajada de tiros contra o rapaz.

O dono de uma barbearia próxima, que preferiu manter o anonimato, relatou que precisou se abrigar para escapar dos disparos. Ele explicou que a vítima estava na calçada no momento em que foi baleada.

A perícia técnica contabilizou 14 perfurações no corpo de Nilton Rufino Siqueira. No endereço, os agentes recolheram diversos projéteis e cápsulas de arma de fogo. Além da vítima, os tiros danificaram a porta de vidro de uma barbearia, a fachada de uma distribuidora de bebidas ao lado e um automóvel. Câmeras de segurança da região podem ter registrado a ação dos atiradores.

O depoimento do pai e o histórico da vítima O pai da vítima esteve presente no local do homicídio e destacou que o rapaz havia abandonado o envolvimento com entorpecentes para tentar reconstruir o seu futuro por meio do trabalho como ajudante de pedreiro.

“Ele tinha passagens, mas já estava regenerando, estava trabalhando. Eu sou testemunha disso. O menino estava se consertando. É um orgulho pro pai saber que o filho estava saindo da situação, aí vem e acontece isso. A gente fica bem abalado”, declarou.

Apesar da declaração familiar sobre a mudança de comportamento, a Polícia Militar confirmou a existência de boletins de ocorrência recentes contra Nilton, incluindo dois registros feitos na mesma semana por ameaça e invasão de domicílio.

Apuração policial e apelo da família Enquanto a Polícia Civil assume as investigações para identificar e capturar os envolvidos, os familiares lidam com o luto e buscam compreender a motivação para o crime. O corpo do jovem foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), na capital capixaba.

Abalado pela perda, o pai aproveitou o momento para deixar um alerta direcionado a outros jovens que enfrentam realidades parecidas com a que o filho tentava superar.

“E isso aí serve para os rapazes que estão nessa vida. A dor para uma mãe e um pai que perdem um filho para as drogas é terrível. Eu espero que eles escutem isso aí e vejam que é difícil”, concluiu.

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