A polícia do Equador prendeu nesta quinta-feira (22) a principal adversária política do presidente Daniel Noboa. Ela foi acusada de irregularidades no financiamento de campanha.
Operação policial no interior equatoriano Luisa González foi presa de madrugada na região rural de Manabí, a cerca de 300 km da capital, Quito. Ela é aliada do ex-presidente Rafael Correa – que governou o país entre 2007 e 2017 – e foi acusada de lavagem de dinheiro na campanha presidencial de 2023, em que foi derrotada pelo atual presidente, Daniel Noboa. A Polícia Federal do Equador investiga se o dinheiro teria vindo da Venezuela. González negou as acusações, e o partido dela disse que já apresentou todas as contas.
Repercussão internacional e protestos Daniel Noboa acusou o ex-presidente da Colômbia Gustavo Petro de envolvimento no esquema, e afirmou que está desmantelando uma grande estrutura de narcotráfico e lavagem de dinheiro. Em uma rede social, Petro reagiu mencionando o chamado Escudo das Américas, uma iniciativa de cooperação militar com países da América Latina criada pelo presidente americano, Donald Trump: “O Equador está desenvolvendo uma verdadeira ditadura que começa com fraude eleitoral. O chamado escudo não é apenas contra o narcotráfico, mas contra a democracia”.
Contexto político Na semana retrasada, estudantes e sindicatos foram às ruas para protestar contra as políticas econômicas do governo. Depois de derrotas nas duas últimas eleições presidenciais, a líder do partido Revolução Cidadã, Luisa González, tem rodado o país para organizar a oposição a Noboa. O atual presidente do Equador é um aliado de Donald Trump.






