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Governo decreta emergência zoossanitária em Santa Catarina por foco de Newcastle

Governo Federal decreta emergência zoosanitária em SC após foco de doença de Newcastle

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) decretou estado de emergência zoossanitária por 60 dias em cidades de Santa Catarina, após a confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus localizada em Nova Itaberaba. A medida abrange também os municípios de Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Impacto nas exportações de carne de frango A confirmação da enfermidade gerou barreiras comerciais internacionais. Até esta quinta-feira (22), cinco parceiros comerciais do Brasil suspenderam temporariamente a importação de produtos avícolas: México, China, Chile, Malásia e Arábia Saudita.

“O Mapa também notificou oficialmente a ocorrência à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e comunicou o foco aos parceiros comerciais bilaterais, compartilhando as informações técnicas iniciais sobre o evento e as medidas sanitárias adotadas”.

Ações de contenção e barreiras sanitárias O estabelecimento onde o vírus foi encontrado abriga uma criação comercial de 6.000 aves e passou por isolamento rigoroso com barreiras físicas, permitindo a entrada exclusiva de equipes autorizadas do ministério e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc). O ministério esclareceu que houve apenas a detecção do vírus, sem registro de aves efetivamente doentes no local, mas o lote inteiro foi abatido preventivamente.

Vigilância em raio de 10 quilômetros Para impedir a disseminação do patógeno, nove equipes operam na inspeção de propriedades rurais situadas em um raio de até 10 quilômetros do foco inicial. A força-tarefa prioriza granjas comerciais e criações de subsistência com cronograma de abate iminente, com previsão de alcançar 1.600 propriedades, sendo realizadas coletas de amostras em 133 delas.

Segurança para o consumidor As autoridades sanitárias reforçam que o consumo de carne de frango e ovos procedentes de estabelecimentos fiscalizados pelo Serviço Veterinário Oficial continua totalmente seguro para a população, visto que a transmissão ocorre estritamente por contato direto entre os animais e o vírus não representa risco grave à saúde humana.

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