Desde a noite do primeiro turno das eleições, moradores da Zona Sul de São Paulo enfrentam uma busca desesperada pelo cachorro de estimação Diamante, de sete anos, que desapareceu após se assustar com o barulho de rojões. O animal sumiu na região da Chácara Inglesa e deixou a família em profunda angústia.
Fuga inesperada no dia da eleição
De acordo com o comprador Caio de Benedetto, o pet aproveitou as comemorações de vizinhos com fogos de artifício para escalar um muro de mais de dois metros e vinte centímetros. O animal estava solto no quintal enquanto os tutores saíram para jantar, prática comum já que ele nunca havia tentado pular barreiras antes.
“O Diamante tem muito problema com fogos. Em outros momentos, ele chegou a fugir duas vezes de casa por conta de comemorações de campeonato. Mas dessa vez ele escalou inesperadamente o muro e uma árvore no domingo da eleição, pulou para a casa do vizinho e desapareceu”, contou Caio.
Desespero das crianças e mobilização
O cão pertence aos sobrinhos de Caio, Maya e João, de 10 e 13 anos. A avó das crianças, a aposentada Maria do Carmo de Benedetto, estava cuidando do animal no momento do sumiço e tem liderado os esforços de localização na capital paulista.
“Desde o 1° turno minha mãe está em contato com vários grupos e abrigos para tentar encontrar o Diamante. Ela só voltou ontem para Ubatuba para poder resolver uns problemas e no sábado está de volta. A Maya vem junto porque ela quer ajudar nas buscas e fala o dia inteiro do animal”, relatou o tio.
Medo de atropelamento e planos para o segundo turno
A tutora principal demonstra grande preocupação com a adaptação do vira-lata à metrópole, visto que o bicho está acostumado com a calmaria de Ubatuba, litoral paulista. O temor principal é que o barulho intenso das ruas tenha desorientado o animal.
“Quando ele era pequeno, o Diamante era muito fujão. Mas como a gente mora num bairro de mata e tranquilo em Ubatuba, sempre conseguíamos achar. Porque ele andava pelo bairro. Mas ele é muito medroso e não tá acostumado com barulho de caminhão, ônibus. Meu medo é que ele tenha sido atropelado. Mas acho que ele está escondido em algum canto, com medo do barulho”, afirmou Maria do Carmo.
A família planeja retornar a São Paulo para intensificar a panfalgagem e a divulgação da imagem do pet nas redes sociais, aproveitando o período do segundo turno eleitoral para mobilizar a comunidade da Zona Sul.
“Minha neta está desolada. Ela quer vir junto pra ajudar a panfletar e encontrar o cachorrinho. Ela está muito triste e a gente com o coração apertado, porque era um vira-lata muito querido da gente. Ao invés de panfletar pedindo voto pra candidato, vamos aproveitar o 2° turno para encontrar o nosso querido Diamante”, concluiu a aposentada.






