As legendas PSB e PDT oficializaram nesta quarta-feira, 21, o respaldo à recondução do deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) ao comando da Câmara dos Deputados. Através de um manifesto conjunto, as agremiações pontuaram que a atual administração do parlamentar foi fundamental para destravar matérias prioritárias para a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Alinhamento com o Palácio do Planalto
O documento divulgado pelas siglas destaca a condução de pautas cruciais, a exemplo da reforma tributária, o encerramento do regime de trabalho 6×1, o financiamento perene do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e ações voltadas aos microempreendedores individuais (MEIs).
“Ao longo de sua gestão, a Câmara dos Deputados avançou em temas fundamentais para o país”, afirmaram os partidos. O texto acrescenta que tais medidas fomentam a justiça social, o progresso econômico e a elevação do bem-estar social dos cidadãos brasileiros.
As legendas ressaltaram ainda que a permanência de Motta na chefia da Mesa Diretora corrobora o alinhamento com as metas governamentais e fortalece a “estabilidade institucional”.
Articulação política e cenário eleitoral
A oficialização da aliança aconteceu na capital federal após um encontro entre os dirigentes partidários e o próprio Hugo Motta. Com essa incorporação, o parlamentar paraibano consolida o respaldo oficial de 12 legendas, totalizando 273 assentos na Casa Baixa.
O pleito para a presidência da Câmara está agendado para fevereiro de 2027. Para garantir a vitória no primeiro turno, o postulante necessita de um patamar mínimo de 257 sufrágios entre os 513 deputados federais. Por se tratar de escrutínio secreto, as chancelas partidárias não asseguram de forma absoluta a fidelidade integral das bancadas.
Anteriormente, Motta já havia assegurado o respaldo de dez legendas e federações oriundas do Centrão, bloco que totaliza 252 parlamentares e engloba o Republicanos, PSD, MDB, Podemos, além das federações União Brasil-PP, PSDB-Cidadania e Solidariedade-PRD.
Enquanto isso, o Partido Liberal (PL), detentor da maior representação na Casa, segue sem definir se marchará ao lado de Motta ou se apresentará um nome próprio para a disputa. No ano de 2025, a sigla havia chancelado a ascensão do parlamentar à liderança da instituição.






