O canal de WhatsApp administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) ultrapassou a marca de 7 milhões de seguidores nesta 4ª feira (21.oct.2026), a apenas quatro dias do segundo turno da eleição presidencial. Por volta das 9h59, a ferramenta de mensagens registrava exatamente 7.065.098 inscritos.
Estratégia digital na reta final O grupo é empregado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que disputa a reeleição, além de impulsionar a circulação de conteúdos favoráveis ao candidato petista nas plataformas digitais durante a semana decisiva da campanha.
Metas e bloqueio temporário Na 3ª feira (20.oct), o grupo havia alcançado a marca de 6 milhões de seguidores. Diante disso, o parlamentar estabeleceu o objetivo de atingir 7 milhões até o meio-dia desta 4ª feira (21.oct), determinando que o canal ficaria fechado para novas postagens até que o patamar fosse alcançado. O deputado também prometeu divulgar um cálculo matemático que, segundo sua avaliação, comprovaria a reeleição do atual presidente, embora a projeção não tenha sido publicada até o fechamento deste texto.
Mobilização e debate presidencial A dinâmica do grupo envolve convocações diretas para que os participantes compartilhem vídeos, comentem postagens e aumentem a visibilidade de material pró-Lula. Durante o debate da Band realizado no domingo (18.oct), por exemplo, o parlamentar orientou sua base a buscar termos negativos sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário do petista no segundo turno. Expressões como “Flávio miliciano”, “Flávio Ana Clara” e “Flávio Comando Vermelho” foram sugeridas e rapidamente figuraram entre os tópicos mais buscados no Google naquela noite.
Confronto de redes e hashtags A disputa digital também se estendeu ao X (antigo Twitter). Na 3ª feira (20.oct), a base governista reagiu a uma mobilização da chamada “Tropa do Flávio”, grupo de apoio ao candidato do PL que conta com cerca de 2 milhões de seguidores e havia emplacado a expressão “NÃO CALEM OS NORDESTINOS” nos assuntos mais comentados da rede social. A mobilização oposicionista surgiu após a remoção do áudio de um vídeo do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) no Instagram.
Reação imediata do parlamentar Às 17h19, o deputado federal convocou seus seguidores para responder à movimentação contrária. “Ora, ora! O que temos aqui? Alguém querendo emplacar hashtags?”, escreveu, complementando com ordens como “Ao ataque” e “Bora tropa! FORÇA MÁXIMA!!!”. Rapidamente, o canal direcionou foco para as tags #LulaEmJuazeiro, #LulaEmPetrolina e #NordestinosComLula.
Disputa de posições na internet Pouco depois das 18h06, a tag #NordestinosComLula alcançou o primeiro lugar nos assuntos do momento no Brasil, seguida por #LulaEmJuazeiro, enquanto a expressão adversária desapareceu do topo do ranking. “Os caras demoraram 15 dias de campanha pra emplacar uma hastag em segundo lugar, a gente foi lá e derrubou em 5 minutos kkkk”, declarou Janones. Apesar de o deputado creditar a queda do termo oposicionista à ação de seu grupo, especialistas apontam que o algoritmo da plataforma varia constantemente e não há como confirmar uma relação direta de causa e efeito.






