Milhares de eleitores nos Estados Unidos se preparam para ir às urnas em 3 de novembro para as chamadas midterms, as eleições de meio de mandato que renovam quase todo o Congresso americano e exercem papel decisivo para a gestão de Donald Trump.
O funcionamento do sistema político americano Diferentemente do Brasil, os Estados Unidos renovam o Legislativo de forma parcial a cada dois anos. A Câmara dos Representantes tem mandatos de dois anos, enquanto o Senado renova suas cadeiras a cada seis anos. Consequentemente, o pleito de novembro coloca em disputa todas as 435 vagas da Câmara e 35 das 100 cadeiras do Senado.
Nas eleições de 2024, o Partido Republicano conquistou maioria estreita nas duas Casas legislativas. O resultado garantiu sustentação para a agenda de Trump, mas a margem reduzida evidenciou divisões internas e impulsionou o presidente a articular estratégias intensas para preservar o controle parlamentar.
Cenários na Câmara e no Senado Pesquisas recentes indicam um panorama competitivo nas duas frentes do Legislativo. Enquanto levantamentos apontam preferência democrata para a Câmara dos Representantes, a disputa pelo Senado envolve estados-chave como Maine, Ohio e Texas, onde republicanos e democratas travam uma corrida acirrada pelo voto dos eleitores.
Regras de votação e o debate sobre o correio O voto por correspondência segue como um dos grandes temas da campanha em todos os 50 estados. Enquanto o governo federal tentou implementar restrições e novas exigências de verificação para combater fraudes alegadas pela gestão, estados e organizações contestaram as medidas na Justiça, garantindo que o assunto permaneça no centro das atenções até o dia da votação.
Financiamento recorde e mobilização de recursos O pleito de 2026 caminha para se consolidar como o mais caro da história norte-americana, com campanhas que já ultrapassaram a marca de US$ 15 bilhões. Com fortes doações empresariais e aportes bilionários de bilionários e comitês partidários de ambos os lados, democratas e republicanos intensificam os investimentos financeiros nas semanas finais para definir os rumos do poder em Washington.






