O Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS) enfrenta uma grave superlotação nesta terça-feira (20), com dezenas de pessoas recebendo atendimento em macas improvisadas nos corredores do complexo médico.
Denúncias de risco e impactos na rotina
Uma denúncia anônima aponta que o problema é recorrente na instituição e coloca enfermos em risco, além de dificultar a circulação e o trabalho dos profissionais de saúde. Ao todo, 40 pessoas estariam sendo assistidas fora das salas tradicionais de internação, incluindo moradores de municípios vizinhos.
Posicionamento oficial e medidas adotadas
Em nota oficial, a direção do complexo hospitalar afirmou que implementou ações para reorganizar o fluxo de atendimento e acelerar a liberação de vagas por meio de altas e transferências.
“A unidade também atua em conjunto com a Central de Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (Cross) para direcionar novos casos a outros serviços de saúde da região. O hospital esclarece que alguns pacientes aguardam temporariamente a disponibilização de leitos em áreas de circulação, sob acompanhamento das equipes assistenciais. A unidade reforça que todos recebem assistência, com prioridade conforme a gravidade de cada caso”, informou a gestão por nota.
Histórico recente de falhas estruturais
A situação crítica nos corredores se soma a outros episódios graves registrados recentemente na unidade de saúde:
- UTI sem refrigeração: No dia 12 de outubro, parentes relataram que o ar-condicionado da Unidade de Terapia Intensiva estava danificado há mais de duas semanas.
- Elevadores parados: Em 14 de outubro, falhas nos elevadores do Hospital Leonor Mendes de Barros geraram longas filas, obrigando uma idosa a subir três lances de escada a pé para realizar sessões de hemodiálise.
O complexo médico segue como referência para diversas cidades vizinhas, acumulando reclamações sobre a qualidade da infraestrutura e a capacidade de atendimento à população.






