O Sistema Único de Saúde (SUS) foi formalmente estabelecido pela Constituição Federal de 1988, redigida pela Assembleia Nacional Constituinte e promulgada no mandato de José Sarney, marcando o retorno à democracia no país.
Assembleia Constituinte e a redemocratização Aberta em 1987 sob a presidência de Ulysses Guimarães, a Assembleia reuniu senadores e deputados federais encarregados de redactar a nova carta magna, ampliando garantias sociais e instaurando o acesso irrestrito aos serviços médicos.
A força do movimento sanitário Longe de ser obra de uma única liderança executiva, o sistema floresceu a partir de uma ampla articulação envolvendo pesquisadores, ativistas, agentes sanitários e a sociedade organizada na luta por assistência médica igualitária e gratuita.
Regulamentação no governo Collor Apesar de ter nascido na Constituição, o modelo precisou de leis complementares aprovadas em 1990, na gestão de Fernando Collor de Mello, para detalhar o funcionamento e a estruturação prática da rede de atendimento em território nacional.
O cenário anterior à saúde universal Antes da virada constitucional, o amparo médico estatal ficava atrelado à Previdência Social, atendendo prioritariamente quem possuía emprego formal e laços de dependência, deixando grande parte da população desassistida.
O alcance da rede pública atual Atualmente, o SUS engloba desde postos de saúde básicos até procedimentos complexos, abrangendo campanhas de vacinação, distribuição gratuita de remédios, exames, cirurgias e o atendimento móvel de urgência.
Com a transição democrática, o acesso à saúde deixou de exigir vínculo trabalhista ou contribuição prévia, tornando-se uma obrigação do Estado e um direito assegurado a todos os cidadãos do Brasil.






