A dona do Facebook, Instagram e WhatsApp protocolou na segunda-feira (19.out.2026) um relatório detalhado no Tribunal Superior Eleitoral. O documento aponta as ações tomadas para assegurar a equidade entre os postulantes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial do segundo turno.
Defesa da plataforma
Segundo a empresa, “os conteúdos relativos às duas candidaturas são tratados de forma igual e não discriminatória”. A Meta também afirmou que “não houve desídia nem resistência ao cumprimento das determinações” do TSE.
A entrega ocorreu para atender a uma ordem do ministro Marco Aurélio Bellizze, que estipulou um prazo de 24 horas para a comprovação das exigências voltadas à igualdade de condições entre os concorrentes.
Pedido de reunião
Além da documentação enviada à Corte, a corporação solicitou um encontro com o magistrado na terça-feira (20.out.2026). O objetivo é detalhar os formatos aplicados, demonstrar as medidas executadas e tirar eventuais dúvidas técnicas sobre os arquivos anexados.
“O Facebook Brasil e as equipes da Meta trabalham de forma incessante para produzir a documentação em cumprimento das dezessete alíneas da ordem”, diz a manifestação.
Contexto das disputas judiciais
As tensões judiciais começaram após reclamações de ambas as frentes políticas. Na quinta-feira (15.out), o ministro proibiu a empresa de limitar o alcance de publicações sobre presidenciáveis, após queixas da equipe de Lula sobre reduções na distribuição e restrições na ferramenta de inteligência artificial Meta AI para criar imagens favoráveis ao petista.
No dia seguinte (16.out), a campanha de Flávio Bolsonaro também acionou a Justiça. Os advogados do candidato do PL alegaram que falhas da plataforma prejudicaram o grupo mais do que os adversários, citando liberação de impulsionamento de anúncios negativos e propagandas do petista geradas por inteligência artificial sem o aviso obrigatório de conteúdo sintético.
Mesmo negando qualquer tipo de interferência ou favorecimento na disputa eleitoral de 2026, a companhia reconheceu publicamente que problemas técnicos de caráter temporário afetaram a campanha do presidente Lula.






