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Chile: Kast ordena deportação de estrangeiros após onda de violência urbana

Kast ordena expulsão de estrangeiros envolvidos em distúrbios no Chile

O governo do Chile decidiu intensificar as medidas de segurança após os graves incidentes registrados em Santiago.

Ordem direta do presidente

O presidente do Chile, José Antonio Kast, exigiu que o Ministério do Interior e o Serviço Nacional de Migrações apliquem rigorosamente a legislação vigente para deportar estrangeiros que tenham participado de atos de vandalismo no último domingo.

“Não vamos permitir que cidadãos estrangeiros venham ao Chile cometer crimes e participar de atos violentos para alterar a ordem pública”, escreveu Kast.

O chefe de Estado também celebrou o avanço na Câmara dos Deputados de uma proposta legislativa voltada a agilizar o processo de expulsão administrativa de imigrantes irregulares, medida que ainda aguarda votação no Senado. Até o momento, o governo não divulgou um balanço oficial com o número exato de deportações já concretizadas.

Destruição na capital chilena

Os confrontos na região metropolitana de Santiago deixaram um rastro de destruição. Entre as ocorrências, destacam-se o incêndio criminoso de um ônibus e uma tentativa de invasão a um estabelecimento comercial. Em Pedro Aguirre Cerda, criminosos mascarados forçaram passageiros a descer de um coletivo articulado antes de atear fogo ao veículo. Já no município de Peñalolén, um motorista sofreu ferimentos após ser agredido com pedras, pedaços de madeira e barras de ferro.

Cenário internacional de tensão

A decisão chilena surge em um contexto de manifestações violentas e endurecimento político em diversas nações. Na França, protestos contra a inflação e a precariedade dos serviços públicos culminaram em milhares de prisões e confrontos intensos.

“Nada justifica, nada explica, nada desculpa”, declarou o presidente Emmanuel Macron, que também reconheceu a legitimidade das reivindicações de quem protestou pacificamente.

Na Itália, a premiê Giorgia Meloni repudiou os episódios de violência em centros urbanos como Milão, Turim e Bolonha, onde manifestantes protestavam contra o custo de vida e por melhorias salariais.

“Manifestar-se é um direito. Incendiar nossas cidades não é”, afirmou Meloni.

Conflitos semelhantes também foram registrados na Albânia, onde o primeiro-ministro Edi Rama classificou a violência como crime, além de Portugal e Espanha, onde a crise imobiliária levou milhares de jovens às ruas.

“Os protestos são um direito, enquanto a violência é um crime”, escreveu Rama.

Em Portugal, a reação governamental veio por meio do ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, que afirmou que o governo “não cederá aos gritos da rua”.

Debate sobre imigração

O tema migratório ganhou forte peso político nos debates sobre os distúrbios. Enquanto nos Estados Unidos o ex-presidente Donald Trump relacionou a violência francesa à imigração e defendeu o fechamento de fronteiras — hipótese descartada pelas autoridades de Paris —, no Chile a determinação de Kast é direcionada exclusivamente aos estrangeiros identificados em práticas criminosas durante as manifestações.

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