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Dólar abre em baixa cotado a R$ 5,02 com foco no exterior e eleições

Dólar abre em queda, de olho em dados dos EUA e protestos na Europa

O dólar abriu a sessão desta terça-feira (20) em queda, registrando um recuo de 0,43% perto das 9h, sendo cotado a R$ 5,0262. Enquanto isso, as negociações do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, têm início marcado para as 10h.

Cenário internacional e agenda econômica Na ausência de grandes divulgações na agenda econômica brasileira, as atenções dos investidores se voltam para o exterior. O mercado monitora novos dados americanos e as preocupações com a situação fiscal da Europa, impulsionadas por manifestações na região. Além disso, o quadro eleitoral brasileiro segue firmemente no radar.

No cenário externo, a onda de protestos vistos na Europa volta a levantar preocupações. O movimento, iniciado por estudantes em meados de setembro com reivindicações sobre o sistema educacional, ganhou adesão de sindicatos e novas demandas, reunindo mais de meio milhão de pessoas na França. Protestos menores também aconteceram na Bélgica, na Itália e em Portugal. Na véspera, as taxas de juros dos títulos públicos da França com vencimento em 10 anos atingiram 4,95%, uma das piores marcas do ano.

Na agenda econômica, o destaque fica com os novos dados de emprego dos Estados Unidos. A expectativa é que o relatório de empregos ADP reforçe a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central do país) possa elevar os juros na reunião deste mês. Dados de construção e vendas de moradias americanas também serão acompanhados de perto.

Reflexos políticos e o primeiro debate presidencial Por aqui, o primeiro debate eleitoral entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) continua repercutindo, após notícias de que as campanhas estariam recalibrando as rotas para tentar ganhar os eleitores indecisos. Os candidatos participaram na noite de domingo (18) do primeiro confronto direto do segundo turno das eleições de 2026.

Ao longo de três blocos, os concorrentes discutiram segurança pública, economia, saúde, produtividade, relações com os Estados Unidos e redução da maioridade penal, além de trocarem acusações e provocações sobre corrupção e investigações.

Em um dos momentos do confronto, Flávio afirmou que não tem “absolutamente nada contra as mulheres”. Sobre investigações envolvendo a empresária Roberta Luchsinger e Fábio Luís Lula da Silva, o Palácio do Planalto afirmou em nota que Lula nunca teve interlocução com Roberta, nunca recebeu demandas dela e não tem conhecimento das suas tratativas, dizendo ainda que não existe contrato do governo federal com a empresária. Roberta nega irregularidades e afirma que sua relação com Lulinha é de amizade.

Em entrevista recente, Flávio afirmou que o contrato de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse” “não foi cumprido”, negando irregularidades na investigação conduzida pela Polícia Federal. Na reta final, o candidato do PL afirmou ainda que governos de direita precisam “consertar” problemas deixados por governos de esquerda e prometeu fazer um “tesouraço” na corrupção do governo Lula.

Desempenho dos mercados globais Na Ásia, as ações chinesas fecharam mistas após Pequim manter as taxas de juros inalteradas. Dados mais sólidos da economia chinesa também diminuíram expectativas de novos estímulos por parte do governo. O Índice de Xangai (SSEC) teve alta de 0,1%, o CSI300 caiu 0,5%, o Nikkei do Japão recuou 1,3%, o Kospi da Coreia do Sul desvalorizou 3,73% e o Hang Seng de Hong Kong teve perdas de 1,32%.

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