A realização do Desafio do iPhone no interior de São Paulo virou alvo de investigações federais e policiais após uma prova de resistência sem chancela oficial. A Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda informou que o caso pode gerar severas punições administrativas para as empresas envolvidas na promoção.
Riscos e penalidades previstas
De acordo com a Subsecretaria de Fiscalização da SPA, as marcas IPlanet e Speedmob, organizadoras da dinâmica, poderão enfrentar advertência, cassação de autorização, proibição de realizar novas promoções por até dois anos e multa de até 100% do valor total de todos os prêmios oferecidos. A legislação exige aval prévio do governo federal para qualquer distribuição gratuita de brindes ou concursos.
O órgão federal destacou que maratonas desse tipo exigem regras rígidas de segurança, incluindo limite de tempo e presença fixa de equipes médicas ou do Corpo de Bombeiros. A prefeitura local confirmou que o estabelecimento possuía apenas alvará para evento de baixo risco no sábado, sem autorização específica para a gincana de resistência.
Dinâmica e repercussão policial
A competição durou 52 horas consecutivas, reunindo cerca de 30 pessoas que mantinham as mãos na lataria de uma caminhonete. O segundo colocado precisou de atendimento médico com uso de soro e hidratação após o término. A Polícia Civil abriu inquérito para apurar o caso como perigo para a vida ou saúde de outrem, investigando também a presença de um adolescente de 17 anos na disputa.
Em nota, o organizador e proprietário dos estabelecimentos manifestou-se sobre a documentação: “A Prefeitura de Piracicaba expediu uma autorização para instalação temporária vinculada ao evento, sob o processo municipal nº 171.114/2026.” Ele declarou ainda que “permanece à disposição das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos que forem solicitados.”






