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Stf concede prisão domiciliar a policial civil alvo da operação unha e carne

STF concede prisão domiciliar a policial civil preso na Operação Unha e Carne

O policial civil Christiano Gaspar Fernandes, que ocupa o cargo de secretário municipal de Ordem Urbana de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, teve a prisão domiciliar autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A ordem foi emitida no último sábado (17), após o agente ser detido na oitava fase da Operação Unha e Carne deflagrada na última quinta-feira (15).

Condições médicas e medidas cautelares De acordo com os autos judiciais, a benesse da soltura condicional para a residência foi concedida em decorrência de problemas de saúde e vigorará enquanto durar tal quadro clínico. A defesa do investigado não detalhou qual seria a enfermidade que motivou a ordem até o fechamento da apuração.

Entre as determinações impostas pelo magistrado da mais alta Corte do país constam a obrigatoriedade do uso de tornozeleira eletrônica, a proibição absoluta de contato com os demais investigados e a restrição ao uso de redes sociais. Além disso, o porte de armas de fogo do policial foi suspenso, assim como licenças para colecionamento de armamento, tiro esportivo e caça.

Restrições de circulação e histórico O investigado também recebeu ordens para entregar seu passaporte à Justiça, enquanto a Polícia Federal foi encarregada de inserir em seus cadastros a proibição de saída do país. Quaisquer deslocamentos motivados por saúde, excetuando urgências médicas, precisam de prévia autorização judicial, sob pena de revogação do benefício e transferência para um hospital penitenciário.

Investigações passadas e ligações políticas Não é a primeira vez que o secretário e seu irmão Giovanni — que também foi alvo de prisão na mesma fase da operação recente — enfrentam acusações criminais. Ambos já haviam sido detidos em 2011 durante a Operação Guilhotina, que apurou esquemas de corrupção e vínculos de agentes públicos com milícias.

Embora tenham recebido condenação em primeira instância naquela época, a dupla foi absolvida em segunda instância e obteve a anulação da demissão da corporação em 2018. Ao longo de sua carreira, Christiano atuou junto ao delegado Marcus Amim, ex-chefe da Polícia Civil e também detido na última quinta-feira, tendo sido chefe de investigação e assessor antes de ingressar na gestão municipal de Belford Roxo em 2024.

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