O governo norte-americano registrou um novo recorde negativo em sua popularidade, alcançando apenas 31% de aprovação pública, conforme apontado por um levantamento conduzido pelo instituto Reuters/Ipsos.
Desaprovação em alta e impactos na economia
Divulgado na última segunda-feira (19), o estudo detalha que a rejeição à gestão atual escalou para 66%, superando marcas anteriores. O trabalho de campo ocorreu entre os dias 16 e 19 de outubro, coletando respostas de 1.679 cidadãos norte-americanos por meio da internet, com margem de erro estimada em dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Os números revelam que a parcela da população que desaprova a administração subiu de 65%, índice registrado em 5 de outubro, para os atuais 66%. Em contrapartida, os que avaliam positivamente o mandato recuaram de 32% para 31%, enquanto o restante dos entrevistados preferiu não opinar ou não soube responder.
Insatisfação generalizada por áreas temáticas
O levantamento demonstra que a rejeição supera a avaliação positiva em todos os setores examinados pela pesquisa:
- Imigração: saldo negativo de 20 pontos
- Política internacional: saldo negativo de 34 pontos
- Economia: saldo negativo de 45 pontos
- Custo de vida: saldo negativo de 54 pontos
- Avaliação geral do governo: saldo negativo de 35 pontos
Um dos pontos de maior desgaste para a administração envolve as questões financeiras. A condução da economia e a alta no custo de vida acumulam 68% de desaprovação. O percentual representa um salto de seis pontos na comparação com o levantamento anterior de 5 de outubro, marcando o pior desempenho histórico nos dois mandatos do republicano.
Cenário desfavorável para as eleições de meio de mandato
O estudo também mapeou as intenções de voto para o pleito legislativo marcado para o dia 3 de novembro, quando os eleitores definirão a renovação total da Câmara dos Deputados e aproximadamente um terço das cadeiras do Senado.
Entre a parcela da população registrada para votar, 47% declararam preferência por candidatos vinculados ao Partido Democrata, opositor da atual gestão. Outros 35% indicaram apoio aos nomes do Partido Republicano, sigla do presidente.
Trata-se da vantagem mais expressiva conquistada pelos democratas nas sondagens conduzidas pelo instituto para o pleito deste ano. Atualmente, os republicanos detêm o controle tanto da Câmara quanto do Senado, mas o quadro estatístico aponta possibilidade real de alternância de poder.
Projeções compiladas pelo agregador de dados Race to the White House indicam que os democratas possuem 73% de probabilidade de assegurar o controle do Senado e 89% de chances de maioria na Câmara dos Deputados.






