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Daniella Marques detalha regra de transição de dois anos para o Bolsa Família

Ouça áudio em que Daniella Marques cita nova regra no Bolsa Família

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) e ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, anunciou em entrevista à rádio CBN Bahia nesta segunda-feira (19.out.2026) uma regra de transição de dois anos para beneficiários do Bolsa Família que buscarem emprego formal ou decidirem abrir o próprio negócio.

Repercussão política e o áudio da entrevista

O registro em áudio da declaração rapidamente circulou entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. Aliados do atual mandatário utilizaram a fala para criticar o senador, afirmando que ele pretendia “acabar com o programa em 2 anos”. A campanha petista também resgatou postagens antigas nas quais Flávio se referia ao benefício como “bolsa-farelo” e mencionava uma proposta de 2011 para limitar o recebimento a 24 meses.

Detalhes da proposta de transição

Pela regra apresentada pela economista, o cidadão que tentar deixar o programa social e não conseguir se manter no mercado de trabalho ou no empreendedorismo durante o período de 24 meses terá retorno automático ao benefício. O plano envolveria a atuação da Caixa Econômica Federal e do Banco do Nordeste como suportes financeiros para crédito a pequenos empreendedores, além da criação do chamado “Ministério da Prosperidade”, voltado à capacitação e concessão de crédito.

“Quem está no Bolsa Família vai ter uma regra de transição, como teve na época do governo Bolsonaro, de 2 anos, para que possa abrir o seu negócio ou aceitar emprego de carteira assinada, e retorno automático se der errado”, afirmou Daniella na entrevista.

Contudo, o candidato do PL apresentou a medida de forma distinta em uma publicação no Instagram, indicando que o beneficiário continuaria recebendo o auxílio por até dois anos após a obtenção do emprego formal ou abertura da empresa. Vale destacar que o plano de governo oficial de 76 páginas da campanha não menciona a proposta, o “Ministério da Prosperidade” ou o Bolsa Família.

Contexto atual do programa social

Atualmente, o Bolsa Família já possui uma regra de proteção que permite às famílias cuja renda ultrapasse o limite de elegibilidade continuarem recebendo metade do valor original por até 18 meses. Paralelamente, o governo federal elevou o piso do programa em setembro de 2026 com um reajuste de cerca de 15%, elevando o valor mínimo de R$ 600 para R$ 691, exigindo renda mensal por pessoa de até R$ 218 para elegibilidade.

A pauta ganhou forte apelo na reta final da disputa eleitoral, cujo pleito foi marcado para o domingo (25.out). Durante sua entrevista, a ex-presidente da Caixa buscou antecipar e rebater críticas sobre eventuais cortes em políticas sociais.

“Não iremos cortar programas sociais. Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente”, declarou.

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