O dólar iniciou as negociações desta segunda-feira (19) registrando baixa de 0,37% por volta das 9h, cotado a R$ 5,0538. Enquanto isso, o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, tem sua abertura oficial programada para as 10h.
Cenário político e agenda econômica
A semana decisiva que antecede a votação presidencial domina as atenções do mercado financeiro, impulsionada pelo recente debate promovido pelo Grupo Bandeirantes entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). No campo dos indicadores, os agentes financeiros analisam as novas projeções do Boletim Focus e os reflexos do cenário internacional, que inclui protestos na Europa e a divulgação de dados do PIB da China.
O Boletim Focus revelou uma retração nas expectativas de crescimento do PIB para este ano, com a estimativa do mercado recuando de 1,85% na semana anterior para 1,83%. Por outro lado, a projeção inflacionária manteve-se estável para 2026, mas apresentou alta de 4,30% para 4,32% com vistas a 2027.
Mercado internacional e bolsas globais
No exterior, a escalada de manifestações na Europa continua no radar. O movimento estudantil iniciado em setembro incorporou sindicatos e mobilizou mais de meio milhão de pessoas na França, além de protestos de menor proporção na Bélgica, Itália e Portugal.
Na Ásia, os mercados acionários da China encerraram o pregão com ganhos, impulsionados por papéis do setor financeiro após a divulgação de dados robustos do PIB do terceiro trimestre. A economia chinesa registrou expansão de 4,5% na comparação anual, superando as expectativas e aliviando a necessidade de novos estímulos por parte de Pequim. O Índice de Xangai (SSEC) subiu 0,4%, e o CSI300 avançou 0,1%. No Japão, o Nikkei recuou 0,62%, ao passo que o sul-coreano Kospi subiu 1,76%, enquanto a bolsa de Hong Kong permaneceu fechada.
Desempenho dos ativos
Até o momento, os acumulados dos principais ativos financeiros registram variações distintas para o período.
Dólar
Acumulado da semana: +1,77%;
Acumulado do mês: -1,96%;
Acumulado do ano: -7,58%.
Ibovespa
Acumulado da semana: +0,32%;
Acumulado do mês: +10,24%;
Acumulado do ano: +27,50%.
O primeiro confronto do segundo turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL), concorrentes ao Palácio do Planalto, encontraram-se na noite de domingo (18) para o primeiro debate desta fase da eleição presidencial de 2026. Ao longo de três blocos, os candidatos debateram temas como segurança pública, economia, saúde, produtividade, relações com os Estados Unidos e a redução da maioridade penal, além de trocarem acusações sobre investigações e casos de corrupção.
Flávio afirmou que não tem “absolutamente nada contra as mulheres” ao ser questionado sobre um voto de 2009 contra a ampliação da licença-maternidade de servidoras. O embate também passou por apurações no Supremo Tribunal Federal envolvendo o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva (o Lulinha), e a lobista Roberta Luchsinger. Em nota, o Palácio do Planalto declarou que Lula nunca teve interlocução com a empresária e não possui conhecimento de tratativas citadas por ela. Flávio, por sua vez, foi questionado sobre o financiamento de R$ 134 milhões para o filme “Dark Horse”, investigado pela Polícia Federal. Em entrevista à TV Globo, o senador declarou que o contrato “não foi cumprido” e negou irregularidades.
O confronto seguiu com discussões sobre descontos no INSS, a política de armas, a jornada de trabalho e a proximidade com o governo da Argentina. Flávio afirmou que pretende fazer um “tesouraço” na corrupção da gestão federal atual.






