A exatos seis dias do segundo turno das eleições brasileiras, o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato ao Palácio do Planalto, registra 77% de probabilidade de vitória na plataforma internacional de previsões Polymarket, superando o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição.
Como funciona a Polymarket O sistema opera como a maior plataforma global de mercado de previsões com criptomoedas, permitindo que participantes negociem contratos vinculados a acontecimentos futuros reais, desde disputas políticas até indicadores econômicos e eventos esportivos.
Neste cenário, o percentual atribuído ao senador do PL indica que aproximadamente três em cada quatro apostadores da ferramenta acreditam em sua vitória na corrida presidencial marcada para o próximo domingo, 25.
Impacto do debate na TV e histórico da plataforma A medição foi registrada por volta das 9 horas da última segunda-feira, 19, no dia seguinte ao debate televisivo transmitido pela TV Bandeirantes. Na ocasião, o atual chefe do Executivo aparecia com 23% de chances de reeleição na mesma ferramenta digital.
Historicamente, nos períodos que antecedem pleitos, a taxa de precisão da Polymarket supera 90%. No primeiro turno realizado em 4 de outubro, o representante liberal alcançou 47,03% dos votos válidos, somando 56,1 milhões de eleitores, enquanto o petista registrou 45,16%, o equivalente a 53,8 milhões de votos.
Oscilações e trajetória no mercado preditivo Apesar da ampla vantagem atual, o cenário oscilou ao longo das últimas semanas. Com a redução da diferença entre os dois concorrentes em alguns levantamentos tradicionais de intenção de voto, o candidato à reeleição chegou a ampliar temporariamente suas probabilidades na plataforma, embora tenha permanecido distante do adversário.
A inversão na liderança do mercado preditivo em favor do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro aconteceu nos primeiros dias de setembro. Até então, o petista mantinha a ponta nas projeções, posição que sustentava com folga até a metade do ano, antes de perder espaço devido ao desgaste político da gestão atual e ao crescimento da oposição.






