A empresária Roberta Luchsinger utilizou sua conta no Instagram para rebater as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que ainda há muito a ser revelado sobre o caso que envolve o governo e investigações recentes.
Manifestação nas redes sociais
Em postagem realizada no fim de semana, a lobista declarou que reafirma tudo que disse e que não falou tudo que sabe: “O que eu disse não foi nem 1% do que eu sei”.
Segundo a empresária, a retenção de detalhes ocorre devido aos procedimentos legais em andamento: “Só não falei mais, só não apresentei os fatos porque existem 3 inquéritos que correm sob segredo de Justiça. Tudo que falei está nos inquéritos. Não sou louca […]. Falei porque estou munida de provas”. Ela também pontuou que buscou se defender publicamente para não “continuar apanhando calada”.
Entrevista e intenção de delação
Durante sabatina concedida à emissora de TV, a executiva disparou fortes críticas contra o chefe do Executivo federal. Na ocasião, ela classificou a postura do petista como canalha por ter sido chamada de “pilantra”, sugeriu que o presidente pode estar escleroseado e apontou divergências sobre encontros do filho dele, Lulinha, com ministros. Além disso, a entrevistada manifestou o desejo de firmar um acordo de delação premiada.
Posicionamento do Palácio do Planalto
Em nota oficial divulgada à imprensa, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República negou qualquer tipo de relação com a autora das acusações e criticou o timing das declarações divulgadas na reta final da disputa eleitoral.
O comunicado oficial destacou o seguinte posicionamento: “O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desconhece inteiramente os fatos relatados pela senhora Roberta Luchsinger. Como já esclareceu em outras ocasiões, jamais manteve qualquer interlocução com ela, nunca recebeu suas demandas e tampouco tem conhecimendo de supostas tratativas como as mencionadas. Importante ressaltar que não existe nenhum contrato do governo federal com a Roberta.”
A nota do governo federal acrescentou ainda: “Causa estranheza que essas declarações sejam lançadas justamente às vésperas do segundo turno da eleição. O Brasil já assistiu, em outros processos eleitorais, à divulgação de denúncias sem comprovação, usadas como instrumento de manipulação da opinião pública. A repetição desse expediente representa uma tentativa irresponsável de tumultuar o processo democrático e interferir na livre escolha dos eleitores.”






