O cenário eleitoral para o segundo turno presidencial registra um estreitamento na disputa. A distância que separava o senador Flávio Bolsonaro e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diminuiu três pontos percentuais no intervalo de uma semana, mantendo os dois candidatos em situação de empate técnico. Em votos válidos, o parlamentar do PL reúne 51,2% das intenções contra 48,8% do petista, deixando a vantagem atual em 2,4 pontos percentuais — antes, o índice era de 5,4 pontos (52,7% contra 47,3%).
Cenário estimulado e levantamento espontâneo
Ao analisar a medição de votos totais, Flávio passou de 49% para 48%, enquanto Lula avançou de 44% para 46%. No modelo espontâneo, quando os nomes dos concorrentes não são mencionados previamente aos participantes, o senador marcou 47% (ante 48% do levantamento anterior) e o atual presidente subiu de 43% para 44%.
O levantamento também apontou um alinhamento nos índices de rejeição eleitoral. Os eleitores que declararam que não votariam em Flávio de forma alguma passaram de 46% para 47%. No caso de Lula, a taxa oscilou positivamente para a campanha governista, descendo de 49% para os mesmos 47% do adversário.
Divisão por perfil demográfico e religião
O desempenho dos candidatos revela focos de apoio bem delimitados de acordo com renda, escolaridade, faixa etária e crença religiosa.
Flávio Bolsonaro preserva dianteira entre os homens (53%), o eleitorado de 35 a 59 anos (51%) e os que completaram o ensino médio (53%) ou o ensino superior (52%). O senador também lidera nas faixas de remuneração intermediária e alta, concentrando 54% tanto entre quem recebe de dois a cinco salários mínimos quanto no grupo com renda superior a esse teto. Entre o segmento evangélico, ele atinge expressivos 62% da preferência.
Por outro lado, Lula apresenta melhor desempenho entre o eleitorado feminino (51%) e os cidadãos com mais de 60 anos (50%). A base de apoio do petista se destaca ainda entre aqueles que cursaram até o ensino fundamental (51%), pessoas com remuneração de até dois salários mínimos (54%) e os autodenominados independentes (50%). No campo da fé, o presidente marca 49% entre católicos e 56% entre os praticantes de outras religiões ou indivíduos sem vínculo religioso — grupos nos quais Flávio tem 46% e 37%, respectivamente.
Herança de votos e transferências
A pesquisa detalhou a migração de sufrágios herdados de candidaturas da etapa inicial da eleição:
Entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 59% manifestam preferência pelo filho de Jair Bolsonaro, enquanto 18% declaram voto em Lula e 6% cogitam nulo ou branco. Na base de Augusto Cury, a divisão é de 50% para Flávio, 31% para o presidente e 3% de brancos e nulos. Já o eleitorado de Renan Santos direciona 40% das intenções a Flávio e 20% a Lula, concentrando a maior fatia de indecisos e desiludidos: 32% pretendem votar em branco ou anular.
Entre as trocas diretas, 2% dos que apoiaram o senador no primeiro turno pretendem migrar para a reeleição petista, enquanto 1% dos eleitores de Lula indicam intenção de transferir seu voto para Flávio. Brancos e nulos somam 3% entre os eleitores originários de Lula.
O levantamento foi executado entre 13 e 15 de outubro, entrevistando 1.500 pessoas presencialmente. O estudo tem margem de erro estimada em 2,6 pontos percentuais, nível de confiança de 95,45% e cadastro oficial no Tribunal Superior Eleitoral sob a identificação BR-00223/2026.






