O servente de pedreiro Higor Tiago de Lima Santana, de 28 anos, preso após manter a ex-namorada e o filho de oito meses em cárcere privado em Votuporanga (SP), estuprou a vítima pelo menos três vezes durante as mais de sete horas em que o crime aconteceu na última sexta-feira (16).
Como foi a rendição do suspeito
Imagens reveladas neste sábado (17) mostram o instante exato em que o indivíduo decide se entregar após um longo processo de diálogo com as autoridades no bairro Célio Honório Júnior. Na gravação, ele abre o imóvel carregando o bebê nos braços, acompanhado pela mulher, após negociar com os agentes.
“Ele [policial] prometeu que ele ia deixar eu com a minha mulher”, diz Higor na filmagem.
A operação de resgate contou com a participação do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), deslocado de helicóptero da capital paulista para auxiliar na desmobilização do caso, que durou da manhã até por volta das 12h30. Munido de uma faca, o agressor fez ameaças de incendiar o local e tirar a vida de ambos caso houvesse invasão policial.
Atendimento médico e tentativa de fuga
Logo após a libertação, mãe e filho foram encaminhados pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) até a Santa Casa local para avaliações médicas, enquanto a mulher apresentava forte estado de choque e relatou os abusos sexuais cometidos no período.
Encarcerado inicialmente na cadeia municipal, o suspeito tentou escapar da custódia durante o período noturno, sendo interceptado pelos agentes penitenciários antes de passar por audiência de custódia e ser transferido para a penitenciária de Lucélia (SP).
Histórico de violência e medida protetiva
O crime teve início por volta das 4h30 da madrugada, quando a vítima retornava com a criança para casa e foi surpreendida pelo agressor na rua, que estava armado e impediu a entrada no imóvel após vizinhos tentarem intervir diante dos gritos de socorro.
A vítima possuía uma medida protetiva contra o ex-companheiro após agressões anteriores e registros de abusos cometidos contra o próprio filho, situação que já era apurada pela justiça. As autoridades suspeitam que o investigado estava sob o efeito de substâncias entorpecentes no momento do crime.
Atualmente, o homem responde preventivamente pelos delitos de cárcere privado, violência doméstica, ameaça e estupro, sob a condução da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).






