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Campanha de Lula aciona ONU contra Meta por suposto favorecimento

Grupo de Lula aciona ONU contra Meta por suposto privilégio a Flávio nas redes

A coligação que lidera a candidatura à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou neste sábado (17) uma denúncia internacional. O grupo levou ao relator especial da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão, Leopoldo Maldonado Gutiérrez, um dossiê detalhando supostas irregularidades na distribuição de material político nas redes sociais administradas pela Meta, dona do Facebook, WhatsApp e Instagram.

Denúncia de tratamento desigual e pedido ao TSE

De acordo com os representantes do atual chefe do Executivo, a entrega de conteúdos ocorreu de “forma não isonômica” se comparada à atuação digital do senador Flávio Bolsonaro (PL). A aliança partidária responsável pela acusação argumenta que há “graves fatos que interferiram na igualdade de condições” durante o período analisado. Diante disso, a equipe do presidente solicitou que o representante da ONU monitore a situação e cobre o cumprimento de determinações recentes do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na última quinta-feira (15) proibiu a empresa de tecnologia de restringir o alcance de postagens com teor político.

Acusações de vantagens no Instagram e WhatsApp

Além da representação internacional, a campanha protocolou uma notícia de fato junto ao Procurador-Geral Eleitoral, Paulo Gustavo Gonet Branco, e à Polícia Federal (PF). O objetivo é investigar se a candidatura opositora obteve benefícios financeiros na produção e impulsionamento de materiais nas ferramentas da corporação. Dados apresentados apontam que o perfil de Flávio Bolsonaro, com 14,2 milhões de seguidores, obteve cerca de 39% a mais de visualizações em vídeos curtos do que a conta oficial de Lula, que possui 17,4 milhões de seguidores.

A queixa também aponta falhas no mecanismo de busca do Instagram, onde o nome de Lula não aparecia nem mesmo em pesquisas exatas, enquanto o opositor era sugerido. No WhatsApp, a busca pelo canal de apoio ao petista direcionava usuários para uma opção rival. A inteligência artificial da plataforma também foi citada por supostamente gerar imagens com slogans da oposição e recusar pedidos equivalentes para a campanha governista.

Defesa da big tech e pedidos de investigação

Em resposta às acusações, a empresa de tecnologia declarou que a suspensão temporária da conta de anúncios do candidato do PT aconteceu “por engano” e “não por razões políticas”, negando qualquer tentativa de interferência no pleito nacional. A companhia já havia informado anteriormente a suspensão temporária de recomendações de políticos em conformidade com a legislação brasileira.

Apesar da justificativa, a coligação de Lula apresentou uma série de exigências formais nas instâncias jurídicas brasileiras, incluindo a oitiva de dirigentes da empresa e do senador investigado, a preservação de dados de alcance digital e o compartilhamento de registros por meio de cooperação jurídica internacional com os Estados Unidos.

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