O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), detalhou em entrevista exclusiva suas prioridades para o início da gestão, com foco em parcerias federais, na situação financeira do estado e nas demandas urgentes da população.
Diálogo nacional e malha viária
As condições precárias das estradas mineiras figuraram entre os principais problemas apontados pela população durante suas viagens pelo estado. O chefe do Executivo eleito sinalizou que pretende examinar minuciosamente cada acordo vigente.
“A minha primeira ação, assim que for eleito o presidente, vai ser sentar com ele e dialogar para tratar sobre Minas Gerais. Estou falando aqui de estrada, o que eu mais rodei e o que eu mais ouvi de reclamação foi estrada (…) Eu quero rever contrato por contrato”, disse.
Além da infraestrutura viária, a administração estadual buscará alternativas conjuntas com a União para solucionar a dívida pública e ampliar os recursos voltados para áreas essenciais, a exemplo da saúde regionalizada.
O papel do vice-governador
A parceria política com o vice-governador eleito, Luís Eduardo Falcão, deverá ganhar contornos práticos na administração. Os dois se conheceram há cerca de seis anos, quando Cleitinho atuava como deputado estadual e recebeu apoio de Falcão para a prefeitura de Patos de Minas.
Ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Falcão uniu forças com o projeto político atual no início do ano. A intenção é que ele acumule funções executivas no primeiro escalão.
“Ele (Falcão) estava com essa intenção também de vir candidato a governador ou senador, ele era presidente da AMM – Associação dos Municípios Mineiros – e a gente começou a conversar nesse processo de janeiro para cá (…) pela proposta que ele tem também de fazer um estado menor e centralizar mais nos municípios eu acho que vai dar um casamento perfeito”, destacou.
Privilégios e compromisso público
Durante a conversa, o futuro governador questionou os privilégios e os custos associados ao cargo, citando a escolta policial e o salário estimado em R$ 40 mil, diante das dificuldades enfrentadas pela maior parte dos cidadãos.
A transição da oposição para o comando do governo estadual foi tratada pelo político como o momento em que se passa a ser o alvo das cobranças, gerando a transição de papel simbólico de quem fazia críticas para quem precisa entregar resultados.
União e governabilidade
Ao projetar o futuro mandato, o governador eleito enfatizou que pretende administrar para toda a população mineira, superando divisões partidárias e buscando atender de forma equitativa as diversas regiões do estado.
“Eu quero só agradecer a quem votou em mim, eu tive 6,3 milhões de votos e também a quem não votou, agora eu sou governador de todos e vou governar para todos, então, podem ter certeza de que eu vou ter comprometimento”, concluiu.






