O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, cobrou que o Túnel do Anhangabaú deveria ter sido fechado antes do alagamento registrado na tarde desta quarta-feira, 14, na região central da capital paulista.
Críticas e prevenção climática
A inundação deixou carros e ônibus submersos e motoristas ilhados, levantando questionamentos sobre os procedimentos adotados para impedir a entrada de veículos durante a chuva intensa. A declaração foi dada no Palácio dos Bandeirantes, nesta quinta-feira, 15, em meio a debates sobre a atuação dos órgãos municipais de trânsito e drenagem.
Segundo o governador, “não adianta alerta se o cidadão não fizer a sua parte”, pontuando que os avisos meteorológicos precisam vir acompanhados de atitude da população. O governo estadual revelou um aporte de R$ 29 bilhões até 2029 para combater desastres climáticos.
Justificativas da prefeitura
Horas antes, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, argumentou no Jardim Pantanal que o volume de água superou a capacidade do sistema de escoamento. De acordo com a administração municipal, choveu 42 milímetros em apenas 40 minutos no Anhangabaú — cerca de 37% dos 112 milímetros esperados para todo o mês de outubro.
As seis bombas fixas operaram continuamente, mas sem vazão suficiente. Nunes declarou: “A gente vive um momento de mudança climática. Cair 40% da chuva prevista para o mês inteiro, em poucos minutos? Gente, a gente, obviamente, tem uma situação que é diferente de um padrão normal. Agora, o que a gente vai fazer agora? Melhorar os nossos protocolos, talvez ampliar o volume das nossas bombas. Isso tudo a gente vai estar fazendo.” A prefeitura abrirá apuração sobre a atuação do agente de trânsito responsável pelo bloqueio no local.
Transtornos e novos investimentos
O temporal também provocou a morte de uma mulher de 47 anos após um deslizamento de terra em uma casa na Brasilândia, zona norte, além de alagamentos em vias cruciais e o transbordamento do lago no Parque Ibirapuera.
Para mitigar o impacto de eventos extremos impulsionados pelo El Niño, o governo estadual lançou a operação “SP Sempre Alerta – El Niño 2026/2027”, que contempla 181 ações e investimentos de R$ 29 bilhões até 2029, englobando recursos para piscinões, desassoreamento de córregos, barragens e reassentamento de famílias vulneráveis.






