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Casa branca ordenou corte em sistema de satélites da Ucrânia na guerra

Ordem para limitar sistema de satélites usado pela Ucrânia na guerra partiu da Casa Branca, diz agência

A diretriz para restringir um sistema de satélites crucial empregado pela Ucrânia em comunicações bélicas e operações com drones teve origem na Casa Branca, de acordo com relatos de dois funcionários americanos e uma autoridade ocidental a par da situação.

O impacto do Starshield no campo de batalha As Forças Armadas ucranianas dependem do serviço Starshield, versão militar do Starlink desenvolvida pela SpaceX, cujos terminais pararam de funcionar recentemente ao serem instalados em artefatos móveis em alta velocidade. O contratempo comprometeu a precisão de drones ucranianos equipados com sistemas de orientação próprios no território em conflito.

Segundo um representante do Ministério da Defesa da Ucrânia, os receptores recuperaram a capacidade de operar em movimento, embora limitados ao patamar de até 160 km/h. O Pentágono figura como o principal cliente da tecnologia.

Diante do corte no acesso ao Starshield, representantes ucranianos buscaram esclarecimentos junto ao alto escalão da Casa Branca, do Departamento de Estado e do Pentágono, recebendo a confirmação de que a ordem partiu da sede do governo americano.

Pressão sobre refinarias e reação de Washington A determinação de limitar o sistema de comunicação veio a público enquanto o presidente Donald Trump pressiona Kiev a suspender investidas contra refinarias na Rússia. O líder americano atribui tais ofensivas à alta nos custos de energia, fator apontado como prejudicial ao Partido Republicano nas eleições de meio de mandato.

Contudo, especialistas apontam que a encarecimento energético decorre primariamente do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, que resultou em ofensivas contra infraestruturas e no fechamento do Estreito de Ormuz. Questionado sobre o assunto, um alto funcionário americano declarou: “O presidente nunca fez tal pedido”, em uma referência a Donald Trump.

Por sua vez, o proprietário da SpaceX, Elon Musk, pontuou que, por pertencerem e serem controlados pelo governo dos Estados Unidos, os sistemas Starshield estão sujeitos a limites operacionais definidos exclusivamente pelas Forças Armadas ou pelo presidente americano.

Deterioração diplomática e acordo energético O desgaste nas relações bilaterais acentuou-se após um encontro em Miami, onde o genro de Trump, Jared Kushner, e o enviado especial Steve Witkoff cobraram Kiev pelo desrespeito aos pedidos de trégua contra instalações russas. Na ocasião, a delegação dos EUA justificou um acordo de fornecimento de diesel russo como tentativa de flexibilizar a postura de Moscou nas negociações de paz.

O pacto prevê o repasse de mais de 2,25 milhões de barris de diesel, gerando críticas de parlamentares americanos contrários ao financiamento indireto da máquina militar russa. O episódio culminou em trocas de farpas públicas entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump, enquanto autoridades dos EUA ameaçaram suspender o repasse de dados de inteligência sobre mísseis, embora o presidente americano tenha reiterado a continuidade do compartilhamento dessas informações.

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