O ditador venezuelano Nicolás Maduro e sua mulher, Cilia Flores, se declararam inocentes nesta quinta-feira, 15, de novas acusações apresentadas pela Justiça dos Estados Unidos. Os promotores afirmam que o casal conspirou para torturar opositores políticos e manter o controle do poder na Venezuela.
Detalhes da denúncia nos EUA Os temas foram formalizados em 8 de outubro e ampliaram o processo criminal contra os dois. Maduro, de 63 anos, e Cilia, de 69, já respondiam a acusações relacionadas ao narcotráfico. Se forem condenados por todos os crimes, poderão enfrentar uma pena mínima obrigatória de 50 anos de prisão, com julgamento previsto para 1º de junho de 2027.
Audiência em tribunal de Nova York O casal apresentou as declarações diante do juiz federal Alvin Hellerstein, em um tribunal de Manhattan, Nova York. Militares norte-americanos capturaram a dupla em Caracas em janeiro, durante uma operação ordenada pelo presidente Donald Trump. Desde então, Maduro e Cilia permanecem detidos no Centro Metropolitano de Detenção, no Brooklyn.
Acusações de perseguição a dissidentes Segundo os promotores do Distrito Sul de Nova York, Nicolás Maduro orientou integrantes do regime a torturarem adversários políticos e militares suspeitos de conspirar contra sua liderança. A acusação sustenta que essas práticas buscavam intimidar dissidentes e preservar o poder do ditador.
Um dos episódios descritos na denúncia teria ocorrido em 2014. Na ocasião, Maduro teria ordenado o sequestro de militares para obter informações sobre possíveis opositores. Quando alguns deles resistiram, ele teria instruído os responsáveis a intensificarem a pressão. Segundo os promotores, Cilia Flores participou da reunião e rejeitou uma alternativa que previa infiltrar agentes entre os suspeitos.
Contexto judicial do caso A acusação não afirma que Maduro e Cilia tenham executado pessoalmente os atos de tortura. Ambos negam as acusações, e a denúncia ainda precisa passar por análise judicial.






