A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, rejeitou nesta quinta-feira, 15, que seu país faça espionagem em território russo. A reação veio depois que a Rússia prendeu um jornalista japonês sob suspeita de atuar como espião. O Ministério das Relações Exteriores russo identificou o detido como Yuki Imai, do jornal Hokkaido Shimbun, e o acusa de “realizar atividades de espionagem em território russo”.
Protestos diplomáticos e falta de detalhes
O governo japonês convocou o embaixador russo em Tóquio para protestar contra a detenção. Questionada por repórteres sobre as acusações, a premiê foi categórica: “Não existe tal fato”.
Apesar da firmeza na resposta, a chefe de governo pontuou que o caso ainda carece de esclarecimentos mais profundos. “Cada país tem leis internas diferentes, então ainda não sabemos os detalhes” das acusações contra o jornalista, disse, e completou: “Mesmo assim, o Japão apresentará firmemente sua posição”.
Histórico de prisões e o conflito das Curilas
A detenção do repórter se alinha a um comportamento frequente por parte de Moscou. Nos últimos anos, autoridades russas prenderam diversos cidadãos de nações consideradas “hostis”, sob a acusação de prestarem serviços para a inteligência ocidental.
O atrito recente ocorre paralelamente a uma disputa territorial histórica. Há décadas, Rússia e Japão divergem sobre a soberania de um arquipélago no oceano Pacífico, localizado próximo à costa nordeste japonesa e a sudoeste da região russa de Sacalina.
Conhecidas como ilhas Curilas pela Rússia e tratadas como “Territórios do Norte” pelo Japão, essas áreas estão sob o domínio de Moscou desde o encerramento da Segunda Guerra Mundial, período em que foram tomadas pelas forças da União Soviética.






