Um contingente superior a 100 militares do Reino Unido realizou uma operação nas Ilhas Malvinas no começo deste mês com o propósito de simular uma pronta resposta a uma possível investida argentina. A manobra militar teve duração de seis dias e contou com a integração entre soldados britânicos e reservistas da região.
Simulações de combate e táticas de guerra As atividades englobaram uma caminhada noturna de 32 quilômetros, assaltos anfíbios e simulações de confronto em solos rochosos. Tais manobras foram estruturadas para lembrar os cenários vivenciados pelas forças do Reino Unido durante o conflito armado de 1982, período em que a Argentina ocupou o arquipélago.
O comandante da companhia, major Nunkoosing, afirmou que a atividade permitiu aos militares conhecer as dificuldades enfrentadas por seus antecessores no conflito. Além disso, a preparação atual integrou perigos modernos, a exemplo de investidas cibernéticas e a utilização de veículos aéreos não tripulados.
Tensões diplomáticas e a soberania do arquipélago A movimentação militar acontece simultaneamente ao acirramento das divergências diplomáticas entre Londres e Buenos Aires. O presidente argentino, Javier Milei, retomou as cobranças pela soberania do território e decretou sanções contra companhias que atuam na extração de petróleo na área marítima vizinha.
Na Organização das Nações Unidas (ONU), o mandatário argentino definiu a atividade de extração de combustíveis fósseis próxima ao arquipélago como “ilegal e ilegítima”. Em contrapartida, a administração britânica defende que os habitantes locais possuem o direito legítimo de definir o próprio destino político.
Histórico do conflito de 1982 No mês de abril de 1982, a gestão militar da Argentina, sob o comando de Leopoldo Galtieri, determinou a tomada das Malvinas. Como resposta, a premiê britânica Margaret Thatcher mobilizou uma força naval para recuperar o controle da região. Após 74 dias de confrontos sangrentos, as tropas argentinas aceitaram a rendição em junho daquele ano, deixando um saldo de 649 argentinos, 255 militares do Reino Unido e três civis mortos.






