O volume de serviços no Brasil registrou uma retração de 0,1% em agosto na comparação com julho, conforme os dados da série com ajuste sazonal divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (14.out.2026).
Retrospecto e patamar histórico Apesar do recuo na margem, o setor avançou 0,6% em relação a agosto de 2025, contabilizando a sua 29ª alta consecutiva nessa base de comparação. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, o volume de serviços apresentou expansão de 1,7%. No acumulado de 12 meses, o avanço foi de 2,2%, o que representa uma desaceleração em relação à taxa de 2,4% registrada até o mês anterior. Com esses resultados, o setor permanece 19,9% acima do patamar pré-pandemia, datado de fevereiro de 2020, ficando apenas 0,3% abaixo do recorde histórico da série, alcançado em outubro de 2025.
Impacto por setores no mês A variação negativa observada em agosto teve influência de três das cinco principais atividades investigadas pelo instituto de estatística. O principal impacto negativo veio do grupo de outros serviços, que sofreu uma baixa de 1%. O segmento de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio teve queda de 0,2%, igualando o recuo apresentado pelos serviços profissionais, administrativos e complementares. Na contramão, os serviços prestados às famílias subiram 2,1%, marcando o segundo resultado positivo consecutivo, enquanto o setor de informação e comunicação manteve estabilidade.
Balanço anual e acumulado Na análise de desempenho em relação a agosto de 2025, três dos cinco setores pesquisados mostraram crescimento. O destaque positivo coube a informação e comunicação, com expansão de 4,3%, seguido pelos serviços prestados às famílias, que subiram 4,2%, e pelos serviços profissionais, administrativos e complementares, com alta de 1,7%. Em sentido oposto, transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio retraíram 2,8%, enquanto outros serviços caíram 2,5%. No acumulado de janeiro a agosto, informação e comunicação liderou o avanço entre as atividades com alta de 6,2%, ao passo que serviços profissionais e prestados às famílias cresceram 2,4% cada, enquanto transportes recuaram 1,5% e outros serviços tiveram baixa de 0,3%.






